Torcedores amazonenses ilustres falam sobre a emoção da final entre Vasco e Corinthians na Copa do Brasil

Serafim Corrêa, Mônica Santaella, Ahmed Assi e Fred Aguiar carregam a paixão por Vasco e Corinthians (Fotos: Divulgação/Arquivos Pessoais)

Vasco e Corinthians jogam, a partir das 17h (horário de Manaus) deste domingo (21/12), no Maracanã, a grande final da Copa do Brasil de 2025. A partida tem mexido com o coração dos torcedores dos dois times, que estão entre os maiores do país e possuem torcidas apaixonadas espalhadas por todos os cantos do território brasileiro e até no exterior.

No Amazonas, a situação não é diferente. Vascaínos e corintianos aguardam ansiosamente o segundo jogo da final – a primeira partida terminou empatada em 0 a 0, em São Paulo -, para poder soltar o grito de campeão da Copa do Brasil. O portal Panorama Real ouviu o relato de alguns torcedores amazonenses ilustres dos dois times sobre as respectivas expectativas para a grande final de hoje.

A ansiedade maior, sem dúvida, é a dos torcedores do Vasco, que não comemoram um título nacional do clube carioca desde 2011, quando o ‘Gigante da Colina’ se sagrou campeão da Copa do Brasil daquele ano. Se depender da torcida do secretário de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (Sedecti, Serafim Corrêa, 78 anos, o jejum de 14 anos do Vasco termina neste domingo.

“O Vasco vai ser campeão hoje porque ele merece. Foi um ano de muitas lutas, vitórias e derrotas, mas, no cômputo geral, ele merece ser o campeão da Copa do Brasil. Vamos em frente, Vasco! Saúde e paz para toda a tua torcida que nunca te abandona”, afirmou o confiante Serafim Corrêa.

Serafim Corrêa está confiante na vitória do Vasco neste domingo (Foto: Divulgação/Arquivo Pessoal)
 Confiança corintiana

Quem também está confiante na vitória, porém, na do Corinthians, é o atual superintendente-adjunto Executivo da Suframa, Luiz Frederico Aguiar, 38 anos. Corintiano “roxo”, ele avalia que o segundo jogo da final da Copa do Brasil será diferente da primeira partida, quando o Vasco praticamente dominou o duelo disputado na Neo Química Arena, em São Paulo.

“Aquele jogo foi de conhecimento e estratégia. Agora que o Corinthians compreendeu como joga o Vasco, deverá jogar melhor. O Corinthians tem um elenco melhor do que o do Vasco. Espero que o Memphis e Yuri Alberto possam jogar efetivamente e possamos sair vencedores”, avaliou Aguiar

Frederico Aguiar é torcedor “roxo” do Corinthians ((Foto: Divulgação/Arquivo Pessoal)
Professor de futsal relembra bons momentos do Vasco

Um dos maiores campeões do futsal amazonense, o professor e técnico de futebol, Ahmed Assi, 56 anos – que fez história em times como Rio Negro, Dom Bosco e, agora, no La Salle -, é um torcedor apaixonado pelo Vasco desde a infância. Ele lembra que nunca perdeu um jogo do Vasco em Manaus.

Ahmed Assi recorda com carinho da vinda do clube carioca a Manaus, em 1989, mesmo ano que o Vasco foi campeão Brasileiro, ao vencer por 1 a 0 o time do São Paulo, com um gol do Sorato.

Naquele ano, o Vasco jogou duas vezes na capital amazonense – ambos os jogos foram pela Copa do Brasil de 1989 -, sendo uma partida contra o Nacional (2 a 0 para o Vasco, nas oitavas de final) e a outra contra o Rio Negro (1 a 1, na primeira fase). “Eles vieram jogar no antigo Vivaldão. Na época, fiz esse registro com uma foto ao lado do Bismarck e do Sorato, que eram os craques do time naquele ano”, contou o professor.

Ahmed Assi, no antigo Vivaldão, com Bismarck e Sorato, heróis do título do Vasco de 1989 (Foto: Divulgação/Arquivo Pessoal)

Para Ahmed Assi, está na hora do Vasco voltar a viver seus momentos de glória e conquistar um título de expressão nacional.

O Vasco é um time centenário que possui uma longa e vitoriosa história no futebol brasileiro. Estou confiante que a equipe ganhe a Copa do Brasil e possa voltar a ganhar novos títulos para a alegria não somente da torcida, mas, também, para honrar a própria tradição do clube, que tem uma torcida imensa em todo o Brasil”, disse Ahmed Assi.

Ahmed Assi é torcedor do Vasco desde a infância (Foto: Divulgação/Arquivo Pessoal)
Corintiana nascida em família de palmeirenses

A jornalista Mônica Santaella, 60 anos, que atualmente é diretora de Comunicação da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam), nasceu em uma família “dominada” por palmeirenses. Tanto o pai dela quanto o irmão, além de tios e primos, torciam pelo Verdão, arquirrival do Corinthians.

Porém, Mônica Santaella tinha um apoio de peso dentro de casa. A mãe dela era corintiana. Por conta desta afinidade, ela se alinhou a mãe para engrossar a torcida do Corinthians dentro da família.

“Sou corintiana desde sempre. Nasci em Manaus, mas fui criada em São Paulo. Ao contrário dos amazonenses que cresceram acompanhando o futebol carioca, eu cresci acompanhando o paulista. Na minha casa, meu pai e meu irmão são palmeirenses. Claro, tinha que ser contrária ao meu irmão. Minha mãe é corintiana também. Então, torço pelo Corinthians desde criança”, contou a jornalista.

Mônica Santaella contrariou a família palmeirense se tornou torcedora do Corinthians (Foto: Divulgação/Arquivo Pessoal)

Mônica Santaella lembra que a escolha pelo Timão não foi fácil, pois além da “oposição” em casa, o clube paulista estava há vários anos sem ganhar nenhum título. “Foram 23 anos até ganhar o Paulista em 1977. Fiquei tão eufórica que fiz meu pai palmeirense comprar uma bandeira e sair de carro comigo buzinando pelo bairro pra comemorar”, destacou.

A jornalista revelou, porém, que o filho dela, o cantor Matheus Santaella, 28 anos, não seguiu a mãe e, hoje, ele é torcedor do Palmeiras, igual ao avô materno e o tio.

“Quando morava em São Paulo, só podia ir ao estádio ver o Corinthians se fosse contra o Palmeiras. Cheguei a assistir um jogo no meio da torcida do Palmeiras, revoltada, mas ainda bem que ganhamos aquele jogo e ‘compensou a raiva’. Depois passamos a ir de cadeira numerada em área mista pra que eu pudesse torcer. Quando voltei a Manaus, minha paixão pelo Timão continuou. No começo, não conhecia muitos corintianos. Mas, hoje, conheço vários e a gente sempre se fala durante os jogos. Sofro muito (ser corintiano é assim), torço muito, e não deixo de ser Corinthians”, disse Mônica Santaella.

Mônica Santaella com o ex-jogador Casagrande (Foto: Divulgação/Arquivo Pessoal)

Os principais ídolos da jornalista Mônica Santaella no Corinthians são: Rivelino, Sócrates, Wladimir, Casagrande, Yuri Alberto e Hugo Souza.

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