Torcedores palmeirenses criticam Flávio Bolsonaro por presentear genocida Benjamin Netanyahu com camisa do Palmeiras: ‘Não vamos tolerar fascistas’

Flávio Bolsonaro com o genocida Benjamin Netanyahu (Foto: Divulgação)

A exemplo do que fizeram com a camisa da Seleção Brasileira de futebol, a extrema-direita no Brasil tenta agora se apossar de outros símbolos populares brasileiros, como os uniformes de times com grandes torcidas, para instrumentalizar sua ideologia nefasta. A “vítima da vez” é o Palmeiras, um dos mais vitoriosos clubes do país.

O uso de forma imoral do manto do Verdão por parte da extrema-direita bolsonarista tem revoltado a torcida palmeirense em todo o Brasil, que criticou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) por presentear o primeiro-ministro de Israel – o genocida judeu Benjamin Netanyahu -, contra o qual tem uma mandato de prisão por crimes de guerra –; com uma camisa do Palmeiras. A entrega do “presente” foi feita na última segunda-feira (26/01) durante um encontro com o líder sionista – ideologia racista que prega a supremacia judaica -, em Jerusalém, na Palestina Ocupada.

A crítica mais incisiva veio do coletivo Palmeiras Antifascista, que publicou, nesta terça-feira (27/01), uma nota de repúdio em sua página no Instagram. Segundo o grupo de torcedores, “é hora de se resgatar a camisa do Palmeiras, do Brasil e qualquer símbolo nacional que o bolsonarismo queira roubar de nós”.

“Mais uma vez a ‘Quadrilha dos Bolsonaro’ instrumentaliza um símbolo popular para melhorar a sua imagem. Em encontro realizado na Palestina ocupada, Eduardo e Flávio Bolsonaro presentearam com uma camisa do Palmeiras o primeiro-ministro de Israel Benjamin Netanyahu, acusado de crimes contra a humanidade e crimes de guerra pela Corte Internacional de Justiça”

O comunicado recebeu o apoio de vários torcedores palmeirenses. “Não vamos tolerar fascistas no Palmeiras.
Nossa história foi construída sobre a resistência e a virada de página contra o autoritarismo italiano em 1942. O clube é do povo, não de elites preconceituosas. O fascismo, o racismo e a homofobia não são opiniões, são crimes, e não têm porra nenhuma a ver com as nossas cores! Se é fascista, não é Palmeiras
“, disse o torcedor Jonatas Souto.

“Nunca mais para ninguém! Palestina Livre do Rio ao mar para quem nela queira viver com justiça, sem apartheid e limpeza étnica”, respondeu outro torcedor de nome Renato Alves.

Até torcedores do Corinthians – time rival do Verdão -, aplaudiram a iniciativa dos torcedores do Palmeiras. “Sou corintiano, mas parabéns tão de Parabéns!”, falou o torcedor Felipe Onezio.

A presidência do Palmeiras não se pronunciou até o momento sobre o uso da camisa do clube como peça de propaganda da extrema-direita e como objeto de presente para acusados de crimes contra a humanidade.

Veja a íntegra o comunicado da torcida antifascista do Palmeiras:

RESGATAR A CAMISA DO PALMEIRAS, DO BRASIL E QUALQUER SÍMBOLO NACIONAL QUE O BOLSONARISMO QUEIRA ROUBAR DE NÓS

Mais uma vez a Quadrilha dos Bolsonaro instrumentaliza um símbolo popular para melhorar a sua imagem. Em encontro realizado na Palestina ocupada, Eduardo e Flávio Bolsonaro presentearam com uma camisa do Palmeiras o primeiro-ministro de Israel Benjamin Netanyahu, acusado de crimes contra a humanidade e crimes de guerra pela Corte Internacional de Justiça.

Situações como essa provam uma coisa: as lutas se somam, não se excluem! A questão palestina é um ponto de partida fundamental para se pensar na resistência contra o imperialismo, o colonialismo, e o fascismo não só no Brasil como no mundo. Combater o Bolsonarismo passa por defender a Palestina, e vice-versa.

E ainda sobre as lutas se somarem. Importante frisar que hoje é o Dia internacional em memória às vítimas do Holocausto. Triste ver essa pauta tão importante ser sequestrada mais uma vez por políticos de extrema-direita. O combate ao antissemitismo passa também por combater o ódio e preconceito imposto por Israel contra os palestinos, passa por entender que Sionismo não é sinônimo de Judaísmo e que “Holocausto nunca mais” não significa apenas o fim do Holocausto do Povo Judeu, mas qualquer Holocausto, com qualquer povo.

Nossa solidariedade não se limita a uma identidade. Nosso combate ao fascismo é para que todos os povos sejam livres!

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