Trégua entra em vigor e prisioneiros são trocados entre israelenses e palestinos

Palestina abraça o pai após ser libertada do cárcere em Israel (Foto: Reprodução redes sociais)

Um grupo com 39 mulheres e crianças palestinas que estavam presas nos cárceres de Israel foram libertadas como parte do acordo de cessar-fogo entre Israel e Hamas iniciado nesta sexta-feira (24/11). Ainda na manhã de hoje, o Hamas libertou 13 israelenses que estavam em seu poder.

Segundo o acordo mediado pelo Catar, o grupo palestino deve libertar 50 pessoas ao longo de quatro dias em troca de 150 palestinos que estão prisioneiros em Israel, a maioria deles, mulheres e crianças.

Uma delas é a palestina Marah Bakeer, que foi detida, em 2015, quando tinha 16 anos. “Estou um pouco nervosa e atordoada, não acredito que estou fora. Os anos que passei na prisão foram difíceis, mas tenho uma personalidade forte e fé em Deus”, disse Baker à rede Al Jazeera. 

Sala de operações

Uma sala de operações em Doha, capital do Catar, deve monitorar a trégua e a libertação de reféns, por meio de linhas de comunicação diretas e em tempo real com Israel, o escritório político do Hamas em Doha e o Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV), que vai receber as pessoas libertadas e prestar assistência.

Uma vez cumprido o acordo inicial, mais pessoas podem ser libertadas dos dois lados, provavelmente na mesma proporção de três prisioneiros para cada refém. Israel também afirmou que, para cada 10 reféns adicionais liberados pelo Hamas, a pausa nos combates seria estendida por um dia.

Novas agressões

Com a entrada em vigor do acordo, mais caminhões de ajuda humanitária puderam entrar no território palestino e pessoas se sentiram confiantes para sair às ruas no sul de Gaza, após sete semanas de combates e ataques aéreos israelenses. Mesmo assim, houve mortes de inocentes.

Segundo agências internacionais, dois palestinos que tentavam retornar ao norte de Gaza foram mortos a tiros por soldados israelenses e levados para um hospital na cidade central de Deir al-Balah, junto com outros 11 feridos que foram baleados nas pernas. “Eu estava voltando para o norte quando disseram que havia uma trégua, e eles atiraram em nós”, declarou Eyad Hazaa, um dos feridos, à Associated Press.

Ataques contra escolas e hospitais

Outra providência tomada por Israel na véspera de o acordo entrar em vigor foi intensificar agressões contra alvos civis, o que acabou matando dezenas e ferindo centenas de pessoas. O Ministério da Saúde de Gaza contabilizou 27 vítimas fatais num ataque à Escola Abu Hussein, gerida pela UNRWA, a agência da ONU para refugiados palestinos, e situada no campo de refugiados de Jabalia, no norte de Gaza, informa a Al Jazeera.

As forças israelenses também voltaram a atacar o Hospital Indonésio, tendo como alvo a entrada principal e geradores de energia. Mais de 200 pacientes, médicos e deslocados internos estavam no local, que vem sendo alvo de ataques há uma semana.

Segundo as estatísticas palestinas, o número de mortos em decorrência do massacre israelense na Faixa de Gaza chegou a 14.854 na quinta-feira (24), incluindo alguns milhares de crianças.

Palestinos da Cisjordânia celebram chegada de ônibus com mulheres e crianças libertadas por Israel após acordo com o Hamas
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