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Em uma nova sanha que mistura autoritarismo com desejo de mais violência no Oriente Médio – região abalada por diversas guerras e genocídio patrocinados pelo regime norte-americano -, o presidente do Estados Unidos, Donald Trump, promete não dar trégua e ameaça abrir um novo front militar, desta vez, contra o Irã. Em entrevista concedida à NBC News no domingo (30/03), Trump elevou o tom de suas ameaças ao declarar que o país persa enfrentará “bombardeios como nunca viu antes” caso não chegue a um acordo sobre seu programa nuclear.
“Se eles (os iranianos) não fizerem um acordo, haverá bombardeios”, exclamou Trump. “Mas há uma chance de que, se eles não fizerem um acordo, eu faça tarifas secundárias sobre eles como fiz quatro anos atrás”, disse Trump, que tem adotado uma postura linha-dura na tentativa de forçar o Irã a ceder às suas demandas agressivas.
As declarações do presidente radical norte-americano eleva a tensão entre Washington e Teerã e reacende temores de um novo confronto militar no Oriente Médio, já abalado com o genocídio em curso na Palestina, além das guerras no Iêmen, no Líbano e na Síria.
Irã rejeita pressão para negociar
Por sua vez, o Irã deu sinais de que aceita participar de negociações indiretas com os norte-americanos. Porém, o país já afirmou que rejeita negociar sob pressão e exige que Trump abaixe o tom das ameaças.
O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, disse que a resposta do Irã a carta enviada por Trump, foi dada por meio do sultanato de Omã. O texto do documento deixou em aberto a possibilidade de negociações com Washington, porém, sob algumas condições. Já o chefe da Guarda Revolucionária prometeu que o Irã dará uma “resposta devastadora” a qualquer ataque dos Estados Unidos.
“Não evitamos conversações; é a quebra de promessas que nos tem causado problemas até agora”, disse Pezeshkian em declarações televisivas. “Eles têm de provar que são capazes de criar confiança”.
A Casa Branca, o Departamento de Estado e outros funcionários não reagiram de imediato ao anúncio. No entanto, antes dos comentários de Pezeshkian, Trump disse que estava a considerar uma ação militar e tarifas secundárias se o Irã não concordasse com um acordo nuclear.
Os Estados Unidos afirmam que não permitirão que o Irã adquira uma arma nuclear. O Irã, por sua vez, diz que o seu programa tem fins pacíficos.
EUA reforçam presença militar

Os Estados Unidos têm se preparado para uma guerra contra o Irã. Os invasores norte-americanos têm reforçado sua presença militar no Oriente Médio, apesar do clamor dos povos da região por paz.
Segundo informações do site especializado The Warzone, publicadas em 26 de março, há uma movimentação militar de grande escala por parte dos Estados Unidos no Oriente Médio. O país teria deslocado uma parte significativa da frota de bombardeiros furtivos B-2 Spirit para a base militar norte-americana em Diego Garcia, uma ilha remota localizada no Oceano Índico.
Imagens de satélite e comunicações de rádio captadas nos últimos dias indicam que ao menos três aeronaves B-2 já chegaram à ilha, com outras a caminho. O deslocamento inclui ainda aviões de transporte C-17 e cerca de dez aviões-tanque, que garantem a autonomia de voo das aeronaves em longas distâncias. A operação representa, de acordo com especialistas, aproximadamente um quarto da frota total de B-2 dos EUA.
Apesar de sua aparência paradisíaca, com praias de areia branca e águas cristalinas, Diego Garcia cumpre um papel fundamental na projeção de poder dos Estados Unidos na região do Oriente Médio. A ilha, arrendada ao governo norte-americano pelo Reino Unido até 2036, abriga uma base militar equipada para lançamentos de operações de grande escala.
Sua localização, a mais de 5 mil quilômetros da costa sul do Irã, permite que os B-2 alcancem alvos iranianos e retornem com segurança, sem risco de contra-ataques. O Irã afirma que possui tecnologia de longo alcance capaz para atingir a base e deverá retaliar caso os Estados Unidos ataquem o país.
Com informações das agências internacionais de notícias