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Donald Trump foi eleito para retornar à Casa Branca como o 47º presidente dos Estados Unidos. A vitória foi confirmada, nesta quarta-feira (06/11), após o republicano conquistar os mais de 270 delegados que eram necessários para vencer a disputa eleitoral.
Trump, de 78 anos, derrotou com folga a atual vice-presidente Kamala Harris, 60 anos. Ele venceu em Estados-chave como, por exemplo, Wisconsin, Geórgia, Carolina do Norte e Pensilvânia. Essa será a segunda vez que Trump presidirá os Estados Unidos. A primeira foi entre os anos de 2017 e 2021.
Por volta de 7h30 do horário de Brasília (6h30 em Manaus), Trump conquistou 277 delegados, sete a mais do que o necessário para vencer a corrida eleitoral. A votação ainda está em andamento e o resultado dela não poderá mais mudar em favor da candidato do partido Democrata, Kamala Harris.
Em discurso proferido na Flórida, Trump prometeu que inaugurará uma “era de ouro nos Estados Unidos”. “Vamos ajudar nosso país a se recuperar. Nosso país precisa de ajuda, precisa muito. Vamos resolver nossa fronteira e todos os outros problemas”, disse para os apoiadores.
Vice-presidente é ex-crítico de Trump
O vice-presidente de Donald Trump será o senador de Ohio, J.D. Vance, 39 anos, um ex-crítico do bilionário norte-americano.
No passado, ele concedeu várias entrevistas afirmando que “não suportava” o político republicano da extrema-direita. “Eu não suporto Trump”, disse Vance à emissora NPR em 2016. No mesmo ano, ele declarou: “Eu nunca gostei dele (de Trump)”.
Porém, Vance mudou de opinião e passou a apoiar Trump, principalmente em áreas como comércio, política externa e imigração.

Primeiras felicitações vêm de líderes da extrema-direita
A vitória de Trump foi comemorada pela extrema-direita mundial. Um dos primeiros a parabenizar o republicano foi o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, envolvido numa campanha de genocídio na Palestina e no Líbano.
O criminoso sionista classificou a vitória de Trump como “o maior retorno da história”. “O seu regresso histórico à Casa Branca oferece um novo começo para a América e um poderoso novo compromisso com a grande aliança entre Israel e a América. Esta é uma grande vitória!”, escreveu em uma postagem na rede social X.
Os Estados Unidos é o principal aliado de Israel, e a vitória de Trump deve garantir apoio para a escalada bélica promovida por Netanyahu contra países árabes. Neste momento, Israel ataca, ao mesmo tempo, além da Palestina, o Líbano, a Síria e o Irã.
Outro que se apressou em parabenizar Trump foi o presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, que considerou a vitória do republicano como “impressionante”. Zelensky disse apreciar o compromisso de Trump com a “paz por meio da força” nos assuntos globais. “Este é exatamente o princípio que pode aproximar a Ucrânia da paz justa. Tenho esperança de que possamos colocá-lo em ação juntos”.
A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, disse, também no X, que a “Itália e os Estados Unidos são nações irmãs, ligadas por uma aliança inabalável, valores comuns e uma amizade histórica”. Ela acrescentou que o vínculo estratégico entre os países deve se reforçar ainda mais com a vitória de Trump. Meloni representa na Itália uma coalizão de centro e extrema direita.
O premier indiano, Narenda Modi, fez uma postagem na rede social X, incluindo fotos, em que aparece abraçado a Donald Trump e refere-se a ele como “amigo”. “Espero renovar a nossa colaboração para fortalecer ainda mais a parceria global e estratégica abrangente Índia-EUA. Juntos, vamos trabalhar para a melhoria do nosso povo e para promover a paz, a estabilidade e a prosperidade globais”.
Viktor Orbán, primeiro-ministro húngaro, um dos principais nomes da extrema direita mundial, escreveu, em postagem no X, que a vitória de Trump foi a “maior volta por cima na história política dos EUA”. “Uma vitória muito necessária para o mundo!”, comemorou.
Outros líderes europeus
O presidente da França, Emmanuel Macron, também parabenizou Donald Trump em mensagem no X. Ele disse estar pronto para trabalhar com o republicano. “Parabéns Presidente Donald Trump. Prontos para trabalhar juntos como temos conseguido fazer há quatro anos. Com suas crenças e com as minhas. Com respeito e ambição. Por mais paz e prosperidade”, escreveu.
Parceiro dos norte-americanos em patrocinar o genocídio na Palestina e as agressões contra os civis do Líbano, o chanceler alemão, Olaf Scholz, parabenizou Trump e destacou a parceria entre os dois países. “Há muito tempo a Alemanha e os Estados Unidos trabalham juntos com sucesso na promoção da prosperidade e da liberdade em ambos os lados do Atlântico. Continuaremos a fazê-lo para o bem-estar dos nossos cidadãos”.
O premier britânico, Keir Starmer, disse estar ansioso para trabalhar com o republicano pelos próximos anos. Declarou ainda que os dois países trabalham lado a lado na defesa de valores comuns, como liberdade e democracia.
Oriente Médio
Por meio da porta-voz do governo, Fatemeh Mohajerani, o Irã afirmou que as eleições nos Estados Unidos não afetam a vida do povo iraniano. “As eleições dos Estados Unidos não são realmente da nossa conta. Nossas políticas são estáveis e não mudam com base em indivíduos. Fizemos as previsões necessárias antes e não haverá mudanças nos meios de subsistência das pessoas”, disse ela.
O Emir do Catar, Tamim bin Hamad al-Thani, escreveu no X que espera voltar a trabalhar em conjunto para reforçar a relação estratégica e parceria entre os dois países “para fazer avançar os nossos esforços partilhados na promoção da segurança e da estabilidade, tanto na região como a nível mundial.”
Ao parabenizar Trump, o presidente turco, Recep Tayyip Erdoğan, destacou os conflitos mundiais. “Esperamos que as relações Turquia-EUA se fortaleçam e que as crises e guerras regionais e globais, especialmente a questão da Palestina e a guerra Rússia-Ucrânia, terminem. Acredito que mais esforços serão feitos para um mundo mais justo”.
Otan
O secretário-geral da Otan, Mark Rutte, também disse estar ansioso para trabalhar com ele novamente “para promover a paz por meio da força através da Otan”.
Com informações do site Brasil de Fato