Vice de Alberto Neto assume dívida de IPTU, defende sonegação e relembra caso de Amazonino em 2004

O confronto relembrou a denúncia feita por Serafim contra Amazonino, que também devia o IPTU (Foto: Divulgação)

A empresária Maria do Carmo Seffair (Novo), vice na chapa de Alberto Neto (PL) para a Prefeitura de Manaus, causou polêmica e criticismo após assumir que deve milhões de reais em IPTU – principal imposto recolhido pela gestão municipal que ela busca administrar junto ao deputado federal a partir de janeiro de 2025. A revelação relembrou um episódio ocorrido durante as eleições para prefeito em 2004, quando o então candidato Amazonino Mendes foi denunciado pelo adversário Serafim Correa, também durante um debate político, por dever mais de R$ 5 mil referente ao mesmo imposto.

“Basta pesquisar no Google que você vai ver. São mais de R$ 10 milhões em IPTU. A informação é pública, qualquer um pode acessar”, confrontou durante um debate o candidato a vice-prefeito na chapa de David Almeida, Renato Júnior. Maria do Carmo ainda retrucou que deve “apenas” R$ 2,5 milhões.

“É verdade que eu devo IPTU, admito… é normal dever IPTU. Minhas empresas devem, a Maria do Carmo não”, declarou ela no debate.

“Apesar da dívida do IPTU, ela anda em carros bons e comprou um hotel cinco estrelas, o Tropical Hotel Manaus”, acrescentou Renato, em um dos momentos de maior confronto do debate.

Amazonino devia também

O débito do IPTU apontado por Serafim, em 2004, era de uma casa onde morava a esposa de Amazonino, que era candidato da coligação “O prefeito que a gente quer”.

Na ocasião, o então candidato não soube se explicar e a revelação trouxe impactos a sua campanha. Amazonino acabou perdendo o segundo turno daquela eleição.

Impacto negativo

A posição da candidata pode influenciar a percepção dos eleitores em relação à campanha do Capitão Alberto Neto. A questão da sonegação de impostos afeta diretamente a população e os serviços públicos. Nas redes sociais, Maria do Carmo foi criticada pelos eleitores.

“A defesa da sonegação de impostos por uma candidata à vice-prefeitura levanta questões éticas. Isso é uma vergonha. Como o Alberto Neto vai defender o pagamento de impostos para melhoria da cidade se a própria vice dele não paga?”, questionou um internauta.

A publicação também teve o comentário de outro eleitor que pediu para a população avaliar essa questão antes de dar o voto no próximo dia 27, segundo turno das eleições municipais.

“Quem deve tem moral de cobrar os outros? Os eleitores devem refletir sobre a responsabilidade fiscal dos candidatos antes de tomarem suas decisões nas urnas”.

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