Volodymyr Zelensky e Donald Trump se reúnem neste domingo para discutir fim da guerra na Ucrânia

Foco da conversa será o “plano de paz” apresentado pelo governo dos Estados Unidos; falta combinar com os russos

Trump e Zelensky se reúnem nos EUA (Foto: Divulgação)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deverá se reunir, neste domingo (28/12), com o ucraniano Volodymyr Zelensky, para discutir o fim da guerra na Ucrânia.

“Estamos voando agora para a Flórida, nos Estados Unidos. No caminho, faremos uma escala no Canadá. Vou me encontrar com o primeiro-ministro canadense, Mark Carney. Juntos, planejamos conversar por videoconferência com os líderes europeus’, disse Zelensky a jornalistas.

A conversa na Flórida foca em um documento de 20 pontos, elaborado para interromper os combates que completam quatro anos em fevereiro. Por sua vez, o presidente dos Estados Unidos disse, na última sexta-feira (26/12), que Zelensky “não tem nada” até que ele aprove.

Um dos temas centrais é a possibilidade de criar faixas desmilitarizadas, embora Washington pressione pela cessão de 20% da área controlada por ucranianos em Donetsk.

Ataques da Rússia a Kiev

Na véspera do encontro entre os presidentes dos Estados Unidos e Ucrânia, as forças russas lançaram 40 mísseis e quase 500 drones contra a capital ucraniana, segundo a agência de notícia AFP. Segundo as autoridades ucranianas, os ataques causaram a morte de uma pessoa e ferimentos em 11 cidadãos. 

O Exército da Rússia afirmou que bombardeou instalações militares e infraestruturas energéticas “usadas em benefício das Forças Armadas da Ucrânia”.

O plano de Trump para a “paz”

O governo dos Estados Unidos apresentou uma nova sugestão com 20 pontos para interromper o conflito nas fronteiras atuais. Essa proposta permitiria que a Ucrânia retirasse seus soldados da região leste para a criação de uma zona desmilitarizada. Existe um impasse sobre o Donbass, pois Washington deseja que a Ucrânia saia de 20% do território de Donetsk que ainda controla.

Outra parte do projeto envolve uma administração dividida entre Estados Unidos, Ucrânia e Rússia da usina de Zaporizhzhia. Sobre a entrega de terras, o presidente Zelensky defendeu que a população seja consultada. Ainda há impasse sobre a possibilidade de ingresso da Ucrânia à Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), rejeitada pela Rússia. É possível que o acordo simplesmente omita qualquer compromisso nesse sentido. 

Com informações do site Brasil de Fato

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