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O governador Wilson Lima (União Brasil) não aguentou a pressão e exonerou secretários de Estado e membros da cúpula da Polícia Militar que foram flagrados conversando sobre um suposto esquema que pretendia usar a máquina pública para interferir na eleição de Parintins em favor da candidata Brena Dianná (União Brasil), apoiada pelo atual chefe do executivo estadual. Ele chegou a desqualificar o vídeo afirmando que o mesmo foi “editado”, mas voltou atrás e decidiu afastar os envolvidos a menos de cinco dias para as eleições do dia 6 de outubro.
Conforme nota divulgada no início da noite desta quarta-feira (02/10), foram exonerados os secretários Fabrício Rogério Barbosa (Administração) e Marcos Apolo Muniz de Araújo (Cultura e Economia Criativa). Também foram afastados o tenente-coronel Jackson Ribeiro dos Santos (Comandante da Rocam) e o capitão Guilherme Navarro Barbosa Martins, que integrava a Companhia de Operações Especiais (COE). O diretor da Companhia de Saneamento do Amazonas (Cosama), Armando do Vale, também, foi demitido.
Os três aparecem em vídeo conversando sobre usar a Polícia Militar para favorecer Brena Dianná, candidata a prefeita de Parintins. A medida foi tomada por Lima em resposta a recomendações do Ministério Público do Estado (MPAM), que abriu um Inquérito Civil para investigar o caso.
Em nota, o governador Wilson Lima destacou que as exonerações visam assegurar a lisura das investigações e permitir que os envolvidos se defendam adequadamente, com possibilidade de retorno aos cargos se provada a inocência.
O Governo do Amazonas informa que, diante dos fatos recentes e para que a Justiça possa realizar o trabalho de investigação que julgar necessário, o governador Wilson Lima está exonerando Fabrício Rogério Cyrino Barbosa e Marcos Apolo Muniz de Araújo, dos cargos de Secretário de Estado de Administração e Secretário de Estado de Cultura e Economia Criativa, respectivamente; e Armando Silva do Valle, do cargo de diretor-presidente da Companhia de Saneamento do Amazonas (Cosama).
O Governo do Estado reforça que, além de garantir a lisura das investigações, o ato tem como objetivo permitir que os citados se defendam de forma isonômica e justa. Ao final do processo legal de investigação, em se comprovando a inocência das partes, os mesmos retornam aos cargos.
Por fim, seguindo recomendação do Ministério Público do Estado (MPE-AM), o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Klinger Paiva, exonerou o tenente-coronel Jackson Ribeiro dos Santos do cargo de Comandante das Rondas Ostensivas Cândido Mariano e o capitão Guilherme Navarro Barbosa Martins, que integrava a Companhia de Operações Especiais (COE), que passam a realizar funções administrativas até o fim das investigações.
Em uma decisão no Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM), nesta quarta-feira (02/10), os juízes rejeitaram, por unanimidade, recurso do Governo do Amazonas contra a decisão que ordenou a retirada de policiais militares de Parintins.
A Procuradoria-Geral do Estado (PGE) tentava derrubar a ordem judicial de primeira instância sob alegação de que as provas são ilegais. O retorno dos agentes foi ordenado pela juíza Juliana Arraes Mousinho, da 4ª Zona Eleitoral do Amazonas. Na decisão, ela também afastou o comandante da Polícia Militar (PM) de Parintins, major Francisco Magno Judiss.