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A maioria dos prefeitos e vereadores eleitos, no último domingo (06/10), no Amazonas, pertence ao União Brasil, partido comandado pelo governador Wilson Lima. Das 61 prefeituras, a sigla levou 24, e ainda elegeu 148 vereadores para os legislativos dos municípios do Estado, sendo seis na Câmara Municipal de Manaus (CMM.
Em segundo lugar ficou o Movimento Democrático Brasileiro (MDB), coordenado por Eduardo Braga, com 14 municípios e 92 vereadores. Em terceiro, aparece o Republicanos – liderado pelo deputado federal Silas Câmara -, que elegeu nove prefeitos e 102 vereadores. O PSD, que é liderado pelo senador Omar Aziz, ficou na quarta posição com seis prefeituras e 106 vereadores em todo o Estado, sendo três em Manaus.
Já o Partido dos Trabalhadores (PT) e o Partido Liberal (PL), ficaram com duas prefeituras cada, mostrando que não conseguiram conquistar o eleitorado do interior do Amazonas mesmo carregando as bandeiras ideológicas com maior disputa entre direta e esquerda no país. O PL elegeu 35 vereadores, enquanto o PT somente 26 parlamentares.
O PP, que antes tinha sete prefeituras, agora tem só uma. O partido elegeu 58 vereadores, sendo dois em Manaus. PDT e PSDB foram os outros partidos que conseguiram conquistar ao menos uma prefeitura no interior do Estado.
No total, o PSDB fez 28 vereadores e o PDT elegeu 12. Avante, com 31 vereadores; Pode, 25; PRD, 19; PSB, 10; Mobilização, fez nove; e PMB, com sete, completam a lista.
Ajuda dos “urubus”

De acordo com o cientista político Luiz Carlos Marques, a coordenação do governador Wilson Lima frente ao União Brasil ajudou a posicionar os candidatos da sigla frente ao eleitorado.
“O governador, ao longo deste ano, fez inúmeras entregas nos municípios do interior do Estado e nessas entregas ele estava sempre rodeado de apoiadores, candidatos, deputados e autoridades. Esses ‘urubus’ – como chamamos os políticos que ficam ao redor do governador -, se utilizam desse momento, proporcionado pela máquina pública, para ficar com uma boa imagem com a opinião pública. Essa estratégia costuma dar frutos porque o eleitor associa a imagem do político ao benefício”, avaliou.
Em Alvarães, por exemplo, onde reelegeu o prefeito Lucenildo Macedo, Wilson Lima esteve no município em setembro e fevereiro deste ano. No mês passado, ele levou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para ver os impactos da seca em comunidades da região. Já no início do ano, o governador anunciou investimentos de R$ 10,8 milhões para a recuperação do sistema viário e a implantação do sistema de iluminação em LED.
O convênio do sistema viário permitiu a recomposição de ruas da sede do município com a implantação de 7,7 quilômetros de pavimento rígido de concreto. Contemplará, também, a micro drenagem urbana, através da construção de meio-fio e sarjeta. Do total investido na obra, R$ 9,3 milhões são recursos estaduais e R$ 190,5 mil de contrapartida da Prefeitura de Alvarães.
Já em maio, Wilson Lima esteve em Barreirinha onde anunciou a retomada das obras do sistema viário da cidade com investimento de R$ 17,8 milhões. O governador ainda fez a entrega de 2.100 mudas de citros e café aos produtores rurais da região, sendo 900 de citros e 1.200 de café. Além disso, foram distribuídas 4 toneladas de alimentos através do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), com um investimento de R$ 12.751,10 por meio da Secretaria de Produção Rural (Sepror).
Segundo informações dos bastidores da política, a estratégia de Wilson Lima é consolidar terreno para a eleição de 2026, onde pretende se candidatar ao Senado Federal.
“Essa influência nos municípios do interior pode ser útil para os objetivos de Wilson Lima na próxima eleição. O que se comenta é que ele pretende renunciar ao cargo de governador no último ano de seu mandato para tentar uma vaga no Senado. Ter o apoio dos prefeitos dessas cidades, que manterão o eleitorado do interior a seu favor, dará a ele condições de conseguir a vaga”, avaliou o cientista político Luiz Carlos Marques.
Luiz ainda lembrou que Wilson vai contar ainda com o apoio de outras prefeituras conquistadas por partidos da base aliada, como Republicanos, Progressistas, Podemos, PMB, PSB e PRD. No total, o governador terá o apoio de 35 prefeituras do interior.
Também em 2026 será a vez de Eduardo Braga conquistar os eleitores e se manter no poder, seja como candidato a reeleição ao Senado ou ao Governo do Amazonas. O mandato dele no Congresso Nacional termina no início de 2027.
Braga é o líder do MDB, que conquistou 14 prefeituras do interior nesta eleição. Apesar de ser um número inferior ao conquistado pelo UB, ele tem chance de levar uma das duas vagas. As prefeituras conquistadas também servirão como base para sua campanha eleitoral, segundo o cientista político consultado pelo Panorama Real.