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Vários países do mundo, além do Brasil, condenaram as agressões realizadas, neste sábado (03/01), pelos Estados Unidos contra o território venezuelano, assim como o sequestro do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro e sua esposa, a primeira-dama, Cilia Flores.
Os posicionamentos mais contundentes contrários aos ataques norte-americanos partiram da China, da Rússia, do Irã e da Colômbia.
China
A China, por meio de um comunicado divulgado pelo Ministério das Relações Exteriores, condenou as ações dos Estados Unidos na Venezuela, classificando as agressões norte-americanas como uma “violação do direito internacional”.
“A China está profundamente chocada e condena veementemente o uso da força pelos EUA contra um país soberano e o uso da força contra o presidente de um país”, disse o Ministério das Relações Exteriores.
“A China se opõe firmemente a esse comportamento hegemônico dos Estados Unidos, que viola seriamente o direito internacional, viola a soberania da Venezuela e ameaça a paz e a segurança na América Latina e no Caribe. Pedimos que os Estados Unidos respeitem o direito internacional”, acrescentou a chancelaria chinesa.
Rússia
Por sua vez, a Rússia exigiu “esclarecimentos imediatos” sobre o paradeiro do presidente Nicolás Maduro e classificou o ataque contra a Venezuela como “profundamente preocupante e condenável”, afirmando que não havia justificativa para as agressões, ressaltando que a “hostilidade ideológica” prevaleceu sobre a diplomacia.
Em um comunicado emitido neste sábado (03/01), o Ministério das Relações Exteriores russo denunciou a violação da soberania venezuelana.
Irã
O Governo do Irã, também, repudiou “firmemente” a agressão dos Estados Unidos, chamando-a de “flagrante violação da soberania nacional e da integridade territorial” da Venezuela.
Cuba
Cuba, por sua vez, falou em “terrorismo de Estado contra o bravo povo venezuelano e contra a América”, segundo mensagem do presidente Miguel Díaz-Canel, que pediu uma “reação da comunidade internacional” contra o “ataque criminoso” dos Estados Unidos.
União Europeia
A União Europeia pediu “contenção” e “respeito ao direito internacional”. A chefe da diplomacia da UE, Kaja Kallas, pediu “contenção” e respeito ao direito internacional, após conversar por telefone com o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio.
A União Europeia afirmou ainda que acompanha de perto a situação e que a segurança dos cidadãos europeus na Venezuela é “prioridade absoluta”.
Espanha
A Espanha ofereceu mediação para o conflito. O governo espanhol reiterou sua disposição de atuar como mediador para alcançar uma “solução pacífica e negociada” para a crise.
Colômbia
A Colômbia exigiu reunião urgente da ONU. O presidente colombiano Gustavo Petro condenou os ataques “com mísseis” em Caracas e ordenou a mobilização de tropas na fronteira.
Petro, cujo país ocupa este ano uma cadeira não permanente no Conselho de Segurança da ONU, solicitou uma reunião “imediata” do organismo para tratar da crise.
Argentina
Considerado como um “cachorrinho dos EUA e de Israel”, o presidente argentino Javier Milei comemorou as agressões dos Estados Unidos contra a Venezuela, ampliando a polarização regional.