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Governo vai antecipar envio de cestas básicas e ajuda para famílias

A cheia dos rios já afeta 35 municípios do interior do Amazonas. De acordo com informações do Governo do Estado, Eirunepé (a 1.159 quilômetros de Manaus) decretou situação de emergência.
Outros 11 municípios nas regiões Sul e Sudoeste, próximas aos rios Purus e Juruá, estão em alerta em função do processo de enchente neste mês de fevereiro.
São eles: Boca do Acre, Canutama, Carauari, Envira, Guajará, Ipixuna, Itamarati, Juruá, Lábrea, Pauini e Tapauá.
Além deles, outros 13 municípios estão em estado de atenção, com acompanhamento contínuo das equipes técnicas. São eles: Amaturá, Apuí, Atalaia do Norte, Benjamin Constant, Fonte Boa, Humaitá, Jutaí, Maraã, Santo Antônio do Içá, São Paulo de Olivença, Tabatinga, Tefé e Tonantins.
Conforme aponta o monitoramento hidrológico, as nove calhas de rios já estão em processo de enchente, com previsão de chuvas acima da média, principalmente, nas regiões Oeste e Centro-Sul do Amazonas. A estimativa da Defesa Civil do Amazonas é a de que a cheia já impacta quase 173 mil famílias e mais de 690 mil pessoas.
Com previsão de chuvas acima da média, principalmente nas regiões oeste e centro-sul do Amazonas, o governo resolveu antecipar o envio de cestas básicas e ajuda para as famílias atingidas. De acordo com a Defesa Civil, o pico da cheia em duas calhas de rios deve acontecer nas próximas semanas, o que exige mobilização para garantir abastecimento, transporte, saúde e assistência para as comunidades isoladas.
Para enfrentar os impactos da cheia dos rios no Amazonas, governo realizou, na última segunda-feira (09/02), uma reunião do Comitê Permanente de Enfrentamento a Eventos Climáticos para alinhar ações de prevenção à cheia dos rios no Amazonas. O encontro reuniu secretarias estaduais e órgãos do sistema de proteção e defesa civil, que já trabalham de forma integrada na assistência às famílias que podem ser afetadas no interior do estado.
Entre as medidas adotadas estão o envio de cestas básicas, água potável, caixas-d’água e purificadores, além de kits de higiene e limpeza, medicamentos e compra de alimentos da agricultura familiar.
A área da saúde deve distribuir kits de medicamentos, vacinas e soros, além de monitorar doenças, como leptospirose, diarreia, malária e dengue. Um barco-hospital será direcionado para os municípios prioritários. Segundo o Serviço Geológico do Brasil (SGB), os principais rios da bacia amazônica estão hoje próximos da média histórica, mas o pico das enchentes era esperado para junho.
De acordo com o secretário da Defesa Civil do Amazonas, Francisco Máximo, o pico da cheia nas calhas do Juruá e do Purus pode ocorrer de forma antecipada, já nas próximas semanas, o que exige mobilização imediata do Estado para garantir abastecimento, transporte, atendimento de saúde e assistência às comunidades isoladas.
“Considerando a necessidade de garantir os serviços essenciais, todas as ações preparatórias e mitigadoras, como energia, água, telecomunicações e internet, são realizadas com antecedência. Nessas reuniões, compartilhamos os prognósticos para que todos os entes tenham acesso às informações e possam adotar as medidas necessárias, permitindo um enfrentamento organizado”, afirmou o secretário.
O Corpo de Bombeiros intensificou a operação “Inverno Amazônico”, com reforço de equipes para possíveis ocorrências de deslizamentos e erosões de margens, mais comuns neste período, enquanto órgãos ambientais e do setor primário monitoram perdas na produção rural e orientam agricultores para minimizar prejuízos.