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Após a oração do Angelus ao meio-dia deste IV Domingo da Quaresma (15/03), o papa Leão XIV pediu um cessar-fogo no Oriente Médio, região abalada há mais de duas semanas pela guerra deflagrada por Estados Unidos e Israel contra o Irã. O pontífice expressou, também, preocupação com a situação no Líbano, que vem sofrendo uma agressão por parte dos invasores israelenses. “A violência nunca poderá levar à justiça, à estabilidade e à paz que os povos esperam”, disse o papa.
“Leão XIV volta a clamar veementemente pela paz no Oriente Médio, região que, após o conflito na Faixa de Gaza em grande parte ainda não superado, vive uma nova onda de violência desde o último dia 28 de fevereiro, data em que os Estados Unidos e Israel iniciaram um ataque militar conjunto ao Irã: um conflito que, até o momento, segundo algumas fontes, já causou a morte de mais de 1,2 mil pessoas, entre elas pelo menos 200 crianças”, disse um comunicado do Vaticano.
O Papa lançou este novo premente apelo após ter conduzido ao meio-dia deste IV Domingo da Quaresma (15/03) a oração do Angelus da janela do escritório do Palácio Apostólico que dá para a Praça São Pedro. O Pontífice assegurou suas orações a todos aqueles que choram a perda de parentes e amigos mortos em consequência dos bombardeios.
“Há duas semanas, os povos do Oriente Médio sofrem a violência atroz da guerra. Milhares de pessoas inocentes foram mortas e muitas outras forçadas a abandonar suas casas. Renovo minha proximidade em oração a todos aqueles que perderam seus entes queridos nos ataques que atingiram escolas, hospitais e centros habitados”.
Leão XIV afirmou estar preocupado com a situação no “amado” Líbano. O país está dilacerado pelas agressões de Israel, que, segundo estimativas recentes, já causaram quase 1 mil mortos do lado libanês e quase 1 milhão de deslocados internos, que tentam fugir da violência israelense no Líbano.
“Desejo que se abram caminhos de diálogo que possam apoiar as autoridades do país na implementação de soluções duradouras para a grave crise em curso, em prol do bem comum de todos os libaneses”.
Por fim, um apelo sincero para que se substitua o uso das armas pelo diálogo, o único capaz de garantir a paz pela qual todos os povos anseiam.
Em nome dos cristãos do Oriente Médio e de todas as mulheres e homens de boa vontade, dirijo-me aos responsáveis por este conflito. Cessem o fogo! Reabram-se os caminhos do diálogo. A violência nunca poderá levar à justiça, à estabilidade e à paz que os povos esperam.