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Presidente boliviano, Luis Arce, afirmou que "não podemos ficar calados e continuar a permitir o sofrimento do povo palestino, especialmente das crianças, que têm o direito de viver em paz”

A Bolívia rompeu relações diplomáticas com Israel em repúdio aos constantes ataques contra a Faixa de Gaza, que deixaram em torno de 8,5 mil mortos, incluindo mais de 3,5 mil crianças. O anúncio do rompimento foi feito em coletiva de imprensa transmitida ao vivo pela TV local, nesta terça-feira (31/10), pelo vice-ministro das Relações Exteriores, Freddy Mamani, e pela ministra da Presidência, Maria Nela Prada.
Na segunda-feira (30/10), o presidente Luis Arce havia expressado sua solidariedade com o povo palestino e condenou crimes de guerra cometidos por Israel.
“Não podemos ficar calados e continuar a permitir o sofrimento do povo palestino, especialmente das crianças, que têm o direito de viver em paz”, disse Arce.
Antes dele, o ex-presidente da Bolívia, Evo Morales, já havia defendido, em 20 de outubro, que o país rompesse relações com o governo de Israel, “diante da horrorosa situação que sofre o povo palestino”.
Morales ainda pediu outras medidas, a exemplo de “declarar Israel como um Estado terrorista” e apresentar uma denúncia ao Tribunal Penal Internacional contra o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, por “crimes de guerra e de lesa-humanidade”.
O governo de Israel ainda não se pronunciou sobre a decisão da Bolívia.
Com informações das agências internacionais