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Apaixonados pelo tricolor desde a infância, amazonenses se sentem felizes com a conquista inédita do clube carioca

O título inédito de campeão pela primeira vez da Copa Libertadores da América, conquistado no sábado (04/11), após a vitória por 2 a 1 sobre o argentino Boca Juniors, tirou um grito que estava “preso” na garganta do torcedor do Fluminense há 15 anos, ou seja, desde 2008, quando perdeu a final da competição daquele ano para o time equatoriano da LDU.
Apaixonado pelo tricolor carioca desde a infância, o servidor público Fuad Semen Filho, 55 anos, estava “rouco” de tanto gritar com a conquista histórica do time do coração. A emoção foi maior porque ele assistiu ao título conquistado pelo Fluminense no próprio Maracanã, no Rio de Janeiro, para onde viajou acompanhado do filho, o advogado Fued Semen Neto, 31 anos.
“Nossa história com o time do Fluminense vem do nosso saudoso pai, Fuad Semen, que era tricolor e passou esse amor para toda a família. Todos nós somos torcedores do tricolor”, afirmou.
“Entalado”
Fued Filho destacou que o grito de campeão estava “entalado” desde 2008, quando também viajou para assistir aquela final contra a equipe da LDU do Equador, que foi realizada no Maracanã.
“Infelizmente a conquista não veio naquela oportunidade e tivemos que esperar 15 anos. Foi a vitória da redenção. Agora, estamos todos felizes tanto os tricolores ‘da terra’ quanto os que já partiram.”, disse em referência ao pai e ao irmão, o advogado Marcelo Semen, falecido em agosto de 2018, ambos torcedores do Fluminense.
Varal de camisas

O jornalista Gerson Severo, 56 anos, também estava na expectativa de soltar o grito de campeão da Libertadores que estava “preso” desde 2008. Ele comprou uma camisa nova do time para o qual torce desde a infância e, ainda, fez um varal com as blusas antigas do clube de coração.
“Toda essa preparação fiz com o auxílio dos meus dois filhos, que também são tricolores. Quanto ao título, ele encerrou a partida de 2008, quando fomos roubados por um árbitro ‘ladrão’ e nosso sonho foi interrompido por 15 anos”, contou ao revelar que sua paixão pelo Fluminense vem da época em que ele viu a “máquina tricolor jogar sob o comando de Rivelino”.
“Time inovador“
O carioca Sérgio Alberto Rosenwald, 76 anos, que mora em Manaus há anos, é torcedor e sócio do Fluminense desde criança. Ele destacou que o time que ficou marcado na memória dele foi o que conquistou o campeonato Carioca de 1959.
Rosenwald classificou a conquista inédita da Libertadores como “maravilhosa”. “O Fluminense sempre inova. Sempre tem técnicos que são criticados, mas que acabam ganhando títulos”, ressaltou.
