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A greve afetou consultas e cirurgias eletivas programadas nas unidades de saúde em Manaus
O governador Wilson Lima usou as redes sociais para anunciar o fim da greve dos médicos no Estado, na tarde desta quinta-feira (07/12). A categoria participou de reunião na sede da administração estadual, no bairro Compensa, Zona Oeste de Manaus, e contestou a proposta feita pela administração estadual.
“Acabo de reunir com representantes das cooperativas médicas, juntamente com a equipe da SES e da Sefaz. Chegamos a um acordo e a categoria se comprometeu a retomar os atendimentos imediatamente, em todas as unidades de Saúde do Estado, além dos serviços de urgência e emergência que estavam acontecendo normalmente”, destacou o governador na publicação.
Deputados, secretários e representantes das cooperativas onde atuam os médicos participaram da reunião, que se estendeu por toda a manhã de hoje.

Reivindicação
Médicos de, pelo menos, 15 empresas reivindicavam o pagamento de débitos em atraso referentes aos anos de 2021 e 2022, bem como dos meses de agosto, setembro e outubro de 2023.
Os médicos que reclamavam da falta de pagamento prestam serviços para as seguintes empresas e cooperativas: ITOAM, CNA, COOAP, COOPED, IMED, ICEA, AAA, COOPERCLIM, COOPANEO, IGOAM, NEUROENDO, ELETROFISIO, UNIVASC, SAPP e COOPATI.
A greve afetou consultas e cirurgias eletivas programadas nas unidades de saúde em Manaus, incluindo os hospitais 28 de Agosto, João Lúcio e Platão Araújo, além de diversos Serviços de Pronto Atendimento (SPAs) e Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). As unidades possuem avisos sobre a paralisação fixados nas recepções.
O Ministério Público do Estado do Amazonas (MPE-AM) chegou a ser acionado para apurar as denúncias feitas pelos médicos. A mobilização começou na última sexta-feira (01/12), mas o governador Wilson Lima viajou para Dubai, nos Emirados Árabes, onde participou da 28ª conferência das Nações Unidas sobre o clima (COP 28).
Sindicato contesta proposta
Em nota, o Sindicato dos Médicos disse que vai pedir o auxílio ao Congresso Nacional, buscando uma Ação Declaratória de Inconstitucionalidade para suspender os dispositivos que prejudicam diretamente a saúde pública no Estado e contesta o acordo anunciado por Lima.
“Durante a manhã desta quinta-feira, houve uma reunião entre o governo estadual e a classe médica, na qual foi comunicado que apenas um mês dos salários atrasados será quitado ainda este ano, enquanto os demais serão pagos em 2024, distribuídos em cinco parcelas. Este atraso salarial agrava uma situação já precária de falta de insumos e desabastecimento das unidades de saúdes”, afirma a entidade.