Ataques de Israel já mataram quase 21 mil palestinos em 80 dias

Dados são do Ministério da Saúde da Palestina

Mais de 250 palestinos foram assassinados em mais de 50 ataques realizados por Israel desde a véspera do Natal contra a Faixa de Gaza. De acordo com denúncia realizada, nesta terça-feira (26/12), pela ONU, o número de vítimas fatais pode ser maior pois há dezenas de pessoas sob os escombros.

“Estamos seriamente preocupados com o contínuo bombardeio da Faixa de Gaza pelas forças israelenses”, disse o Escritório do Alto Comissariado da ONU para Direitos Humanos. No total, o número de mortes desde o dia 7 de outubro chega a quase 21 mil pessoas na Faixa de Gaza.

De acordo com a ONU, os ataques aéreos israelenses realizados nos dias 24 e 25 de dezembro, atingiram também três campos de refugiados: Al Bureij, Al-Nuseirat e Al-Maghazi. “Dois ataques atingiram sete edifícios residenciais no campo de Al-Maghazi, matando cerca de 86 palestinos e ferindo muitos outros”, disse a ONU.

Netanyahu promete mais matança

Por sua vez, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, recusou todas as pressões para colocar um fim na guerra contra a Faixa de Gaza. Ele prometeu continuar atacando o território palestino até que o “Hamas seja destruído”, meta que analistas militares internacionais avaliam como impossível.

Netanyahu tem sido alvo de pressões, tanto externas como internas, por parte de israelenses que se opõem aos ataques contra a Faixa de Gaza, que tem causada um número elevado de baixas entre civis, principalmente mulheres e crianças, e o deslocamento de quase toda a população da Faixa de Gaza, estimada em mais de 2,2 milhões de pessoas.

Genocídio

De acordo com o Ministério da Saúde da Palestina, desde o dia 7 de outubro, os ataques de Israel já mataram quase 20.674 pessoas e deixaram em torno de 54,5 mil feridos, a maioria mulheres e crianças.

A guerra de Israel contra os palestinos tem sido classificada como genocídio por várias organizações dos direitos humanos ao redor do mundo, inclusive pelo secretário-geral da ONU, Antônio Guterres, que denunciam as declarações dos líderes israelenses, que abertamente defendem a morte de palestinos e a expulsão definitiva deles de suas terras.

Com informações de agências internacionais

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