Após ameaças, Amom pede tempo para decidir se será candidato a prefeito

A definição ficou para o mês de fevereiro, segundo o senador Plínio Valério, que se reuniu com o deputado federal nesta quinta-feira (11/01)

Baseado nas ameaças que vêm sofrendo ao expor à Polícia Federal “alianças” de integrantes da cúpula da Segurança Pública do Amazonas com traficantes que dominam o Estado, o deputado federal, Amom Mandel (Cidadania), pediu um tempo para decidir se será candidato a prefeito de Manaus na eleição deste ano. A definição ficou para o mês de fevereiro, segundo o senador Plínio Valério (PSDB-AM), que se reuniu com parlamentar nesta quinta-feira (11/01).

“Eu tive uma reunião com o Amom e ouvi tudo o que ele vem passando e como ele deve agir daqui para frente. Então ficou acertado que o Amom terá um tempo para reflexão. Diante dos problemas que me apresentou, ele tem toda razão de refletir. Ficou acertado que no começo de fevereiro, ele vai reunir a imprensa para dizer se ele será ou não candidato. Eu espero que a reflexão leve ele a notar que Manaus está precisando dele”, declarou Plínio ao Panorama Real.

Plínio Valério pediu a reunião com Amom após ser questionado pela imprensa sobre o futuro da federação Cidadania/PSDB na eleição municipal deste ano. O senador descartou qualquer apoio a uma candidatura encabeçada pelo PSDB e disse que vai aguardar a resposta de Amom antes de pensar em qualquer outro nome para compor a chapa.

“Com essa decisão de esperar a resposta do Amom, cai a especulação de que o PSDB teria candidato e eu o apoiaria. Não vejo a necessidade de trabalhar nisso, pelo menos, até começo de fevereiro. Penso que o Amom será candidato sim”, ressaltou.

‘Risco de morte’

Segundo Amom, as ameaças teriam começado após ele ter acesso a uma investigação da Secretaria Adjunta de Inteligência do Governo do Amazonas (Seai), associando diretamente representantes da SSP-AM, da Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) e do Comando da Polícia Militar com facções criminosas do Estado.

Amom Mandel fez um pedido de proteção à Polícia Federal, a Polícia Legislativa da Câmara dos Deputados e ao Ministério da Justiça, para assegurar a sua segurança e a de seus familiares.

“Se algo acontecer comigo, com meus familiares ou entes queridos, a Polícia Federal sabe quem são os culpados e mandantes”, ressaltou o parlamentar na ocasião.

Segurança nega

Um dia após deputado federal se pronunciar sobre o caso, o titular da Secretaria de Segurança do Amazonas (SSP-AM), coronel Marcus Vinícius Oliveira de Almeida, afirmou, durante coletiva, que, ao acusar a alta cúpula da segurança pública do Estado de ter envolvimento com facções criminosas e o tráfico de drogas, Amom tenta criar uma “cortina de fumaça” para tirar o foco da confusão envolvendo o parlamentar durante uma abordagem da Polícia Militar

Críticas a Amom

Durante esta semana, o senador Plínio Valério também chegou a criticar o vídeo divulgado por Amom Mandel, onde dizia que naquele momento ele não era candidato a prefeito de Manaus e que estava focado no trabalho que desenvolve na Câmara dos Deputados.

“Aquele vídeo que causou tanta polêmica eu não vi como desistência, eu vi aquilo ali como uma jogada perigosa mas não vi como desistência”, disse ele.

Na ocasião, Panorama Real foi um dos poucos veículos de comunicação que fez a leitura correta do vídeo divulgado pelo Amom. Ele nem poderia ser candidato porque as candidaturas apenas são formalizadas nas convenções partidárias, que serão realizadas no período entre 20 de julho e 5 de agosto deste ano.

Arthur Neto elogia

Em entrevista a um podcast político de Manaus, nesta quinta-feira (11/01), Arthur Neto elogiou o deputado federal de 21 anos que foi o mais votado no Amazonas para Câmara dos Deputados. Ele obteve mais de 288 mil votos.

“O Amom começou a pensar em política comigo. Ele vivia na minha casa jogando xadrez. É muito generoso sempre e o bisavô dele foi um dos melhores amigos que o meu pai teve. Ele é um bom nome e eu disse para ele que se fizesse uma votação consagradora para a Câmara Federal, inevitável, que tentem te empurrar a ser candidato a prefeito”, disse o ex-prefeito de Manaus.

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