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Vinícius Almeida afirmou que está a disposição da Polícia Federal para esclarecer denúncias feitas pelo deputado federal

O titular da Secretaria de Segurança do Amazonas (SSP-AM), coronel Marcus Vinícius Oliveira de Almeida, afirmou, durante coletiva realizada na tarde deste sábado (06/01), que, ao acusar a alta cúpula da segurança pública do Estado de ter envolvimento com facções criminosas e o tráfico de drogas, o deputado federal Amom Mandel (Cidadania) tenta criar uma “cortina de fumaça” para tirar o foco da confusão envolvendo o parlamentar durante uma abordagem da Polícia Militar, na noite da última quinta-feira (04/01), na Zona Leste da cidade.
Segundo o secretário, a ação dos policiais da Ronda Ostensiva Cândido Mariano (Rocam) foi “de rotina” e ocorreu no âmbito da “Operação Impacto”, conduzida pelo Governo do Amazonas, por meio da SSP-AM, em algumas áreas de Manaus. Segundo ele, o carro em que Amom Mandel se encontrava foi abordado porque estava com as luzes desligadas e gerou suspeitas nos policiais.
O secretário afirmou que está a disposição da Polícia Federal (PF) para prestar esclarecimentos sobre as acusações feitas por Amom Mandel.
“É uma tentativa do deputado de criar uma cortina e fumaça para tirar o foco do que aconteceu. O que aconteceu foi uma abordagem padrão da Polícia Militar (PM), em que, ao final, os policiais foram desrespeitados e humilhados. Criam-se narrativas de que existe na alta cúpula da segurança uma associação disso ou daquilo. Se a denúncia está feita na Polícia Federal, a Polícia Federal vai averiguar”, afirmou Vinícius Almeida.
Denúncia
As declarações de Vinícius Almeida foram uma resposta as alegações de Amom Mandel, que, neste sábado (06/01), revelou à imprensa que está sendo “coagido” por ter denunciado à Polícia Federal (PF) a existência de ligações da alta cúpula da segurança pública do Amazonas com facções criminosas e o tráfico de drogas.
Na mesma denúncia, o parlamentar fez, também, acusações contra o atual presidente da Assembleia Legislativa do Estado (Aleam), deputado Roberto Cidade (União Brasil), que é aliado do governador Wilson Lima, alegando que o mesmo o teria pressionado a desistir de fazer as denúncias na PF. Até o momento, Roberto Cidade não se pronunciou sobre o assunto.
Secretário admite ligação
Porém, Vinícius Almeida reconheceu, durante a coletiva de imprensa, que recebeu, de fato, uma ligação telefônica do deputado Roberto Cidade, alegando que o presidente da Aleam teria entrado em contato no sentido de achar uma solução para o ocorrido entre Amom Mandel e os policiais e não para coagir o parlamentar federal sobre qualquer outro assunto.
“O que me surpreendeu foi que essa conversa foi antes da pauta dada pelo deputado federal de que ele iria para a Polícia Federal e convocando uma coletiva”, disse ao se referir a uma coletiva de imprensa que Amom Mandel iria conceder no início da noite de sexta-feira (05/01), que acabou sendo cancelada depois.