Itacoatiara teve quase metade dos casos de rabdomiólise registrados no AM em 2023

Dos casos compatíveis com rabdomiólise, 80,9% (55/68) ocorreram entre os meses de julho a dezembro de 2023

A Fundação tem feito visitas técnicas em hospitais e demais unidades de saúden para monitoramento da Doença de Haff (Foto: Divulgação/FVS)

Em 2023, foram notificados 104 casos de rabdomiólise no Estado do Amazonas. A informação foi repassada pela Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Drª Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP), nesta segunda-feira (15/01). A cidade com maior número de casos foi Itacoatiara com 46 registros.

Ainda conforme os dados da FVS, Manaus (9), Parintins (5), Manacapuru (3), Careiro da Várzea (2), Silves (1), Nova Olinda do Norte (1) e Borba (1) também tiveram registros. Dos casos compatíveis, 80,9% (55/68) ocorreram entre os meses de julho a dezembro de 2023, em sete municípios do Amazonas, com destaque para 39 casos em Itacoatiara e seis em Manaus.

A Fundação tem feito visitas técnicas em hospitais e demais unidades de saúden para monitoramento da Doença de Haff. Os dados analisados no boletim compreendem as investigações realizadas pelo Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde do Amazonas (CIEVS) na FVS-RCP que inclui a investigação de casos compatíveis de Doença de Haff, casos de rabdomiólise de causa desconhecida e Doenças de Transmissão Hídrica e Alimentar compatível com Doença de Haff.

A Doença de Haff é uma condição da rabdomiólise, uma síndrome que causa destruição de células musculares e esqueléticas com a liberação de substâncias para a corrente sanguínea. É comum em diversas doenças. Nos casos em que não se pode especificar a causa e há relação com consumo de pescados, a condição passa a ser chamada Doença de Haff.

Quanto aos sinais e sintomas mais frequentes, entre os casos compatíveis, destacam-se: mialgia, seguido
de fraqueza muscular, dores no abdômen, náuseas, dor no tórax e na cervical. Quanto ao período de incubação, a mediana do tempo entre os casos compatíveis foi de 5 horas e 45 minutos após o consumo do pescado.

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