Artistas e políticos lamentam morte de Teixeira de Manaus

O velório do artista acontece na funerária Recanto da Paz, na avenida Coronel Cyrillo Neves, no bairro Santo Agostinho

Texeira de Manaus foi homenageado na 7ª edição do Festival Amazonas Jazz (Foto: Divulgação)

Horas após a confirmação do falecimento do saxofonista Rudeimar Soares Teixeira, mais conhecido como “Teixeira de Manaus”, um dos ícones da música amazonense, artistas e políticos para prestar homenagens e lamentar a morte nesta quinta-feira (18/01). O velório do artista acontece na funerária Recanto da Paz, na avenida Coronel Cyrillo Neves, no bairro Santo Agostinho.

O artista estava internado na UTI no hospital Santa Júlia, em Manaus, e veio a óbito em decorrência de um câncer na hipófise (pequena glândula no cérebro responsável pela produção de hormônios que regulam o funcionamento de outras glândulas endócrinas).

O prefeito de Manaus, David Almeida, enviou nota por meio da Secretaria Municipal de Comunicação (Semcom) lamentando a morte.

“Neste momento de tristeza e dor, prestamos todo o nosso apoio e sentimentos de pesar aos familiares, amigos e admiradores do artista Teixeira de Manaus, grande saxofonista, expoente da música popular amazonense, o nosso Rei dos Beiradões”, destacou o prefeito.

O diretor-presidente da Fundação Municipal de Cultura, Turismo e Eventos (Manauscult), Reginei Rodrigues, também lamentou a perda do artista.

“Teixeira de Manaus é a nossa referência da música de ‘beiradão’, vendeu mais de 100 mil discos, chegando em uma época a vender mais que o Roberto Carlos. É uma perda inestimável para a cultura amazonense. Que Deus conforte os familiares desse grande ícone”, disse Rodrigues.

O Governo do Amazonas também emitiu nota de pesar e o governador Wilson Lima comentou o falecimento do artista nas redess sociais.

“Lamento profundamente a morte do saxofonista Teixeira de Manaus, ícone do Beiradão e autor de “Deixa o meu sax entrar”, música eleita “A cara de Manaus”. Minha solidariedade e abraço fraterno aos familiares, amigos e fãs”.

José Ricardo (PT) usou o X (antigo Twitter) para homenagear o artista.

“Perdemos um dos grandes ícones da música Amazonense, Teixeira de Manaus. Seu saxofone e sua energia musical ficaram na memória. O músico descansa mas suas obras musicais serão eterna”.

Eduardo Braga (MDB) também fez uma publicação na mesma rede social.

“Hoje, nossos beiradões amanheceram em silêncio. Recebi com muita tristeza a notícia do falecimento do nosso saxofonista Teixeira de Manaus, que nos deixou aos 80 anos”

O senador Plínio Valério (PSDB) tmbém publicou eme memória do Teixeira de Manaus.

“O Amazonas se despede do saxofonista Teixeira de Manaus, q retratou nossa cultura como precursor do beiradão. Sua partida deixa vazio irreparável na cena cultural . Deixa legado eterno, tocando os corações de todos os que amam nossa terra. Que sua alma descanse em paz”.

A cantora amazonense Márcia Novo, que usa referências das músicas de Teixeira de Manaus, no seu estilo musical, disse que o saxofonista viverá para sempre na sua arte.

“Um dos maiores saxofonistas do Amazonas se foi hoje, mas a sua obra fica. Vamos ficar com a sua lambada. Seu legado permanecerá vivo em nossos corações”.

Outro artista que usou as redes sociais para falar sobre Teixeira de Manaus foi o poeta Dori Carvalho.

“Na porta dos céus, ele não baterá Noc Noc Noc, mas tocará seu instrumento e cantará: ‘Abra sua porta deixe meu sax entrar’.O Amazonas perde um de seus maiores e talesosos músicos, um virtuose do saxofone”.

Aurino Quirino Gonçalves, o Pinduca, publicou um vídeo em homenagem ao saxofonista que era seu amigo. Ele contou como levou o amazonense para São Paulo e destacou que foi ele quem começou a chamá-lo de Teixeira de Manaus.

VEJA O VÍDEO:

Perfil de Teixeira de Manaus

Teixeira de Manaus nasceu em 8 de dezembro de 1944, na costa do Catalão, comunidade localizada na confluência dos rios Solimões e Negro, região pertencente ao município de Iranduba (AM).

Desde os 18 anos, inspirado no pai, dedicou sua vida à música, tendo alcançado seu auge como saxofonista nas décadas de 80 e 90, com gravação de discos instrumentais como solista e diversos shows pelo país. Foi descoberto pelo paraense Pinduca, na capital amazonense, em 1979, e em 1981, lançou seu primeiro disco, o Solista de Sax,  tornando-se um sucesso absoluto na região.

Considerado um dos precursores do movimento artístico chamado Beiradão, utilizando o sax alto com diversos ritmos musicais, destacou-se por sucessos como Deixa Meu Sax Entrar, Lambada pra Dançar, Vamos Cumbiar e Balançando o Sax.

Em 1981, foi consagrado como um dos ícones da lambada amazonense após o álbum “Lambada para dançar” ter vendido mais de 100 mil cópias. Uma das obras musicais de referência, “Deixa o Meu Sax Entrar”, garantiu ao saxofonista o Disco de Ouro em 1983. O músico foi homenageado na 7ª edição do Festival Amazonas Jazz, em 2012, no Teatro Amazonas, em Manaus.

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