Fábrica da Livoltek em Manaus vai impulsionar mercado de energia solar no Brasil

Empresa adotou estratégia de médio e longo prazo para se tornar líder no mercado brasileiro

Rui Cheng CEO do Grupo Hexing Brasil, discursa na inauguração da Livoltek em Manaus (Foto: Divulgação/Livoltek)

A nova fábrica da Livoltek, que foi inaugurada, na quarta-feira (24/07), no Polo Industrial de Manaus (PIM), vai impulsionar o setor de energia solar no Brasil. Com 18 mil metros quadrados de área, a unidade fabril da multinacional chinesa vai ser a primeira a produzir inversores fotovoltaicos para sistemas que usam energia produzida por módulos solares da América Latina.

Em entrevista exclusiva para o portal Panorama Real, o CEO do Grupo Hexing Brasil, Rui Cheng afirmou que, no primeiro momento, a nova unidade fabril irá produzir inversores string e híbridos, com a expectativa de oferecer produtos fabricados no Brasil ao mesmo custo dos importados. Ele ressaltou, porém, que a médio e longo prazo, a estratégia da empresa é produzir, também, baterias de lítio e carregadores elétricos para veículos, tanto no mercado nacional quanto o internacional, em especial, para os consumidores dos países europeus.

“Nossa estratégia é produzir inversores aqui (em Manaus) e, num futuro próximo, estaremos preparados para produzir carregadores e baterias”, disse Cheng.

Segundo Cheng, a inauguração da fábrica de Manaus faz parte de uma política de expansão “agressiva” no Brasil para levar a Livoltek à liderança do mercado nacional. De acordo com o executivo chinês, a meta é ter bases de atendimento em todo o país, permitindo que a empresa fique mais perto de seus parceiros e clientes, de modo geral.

Estiagem não afetará produção de inversores

A inauguração da fábrica da Livoltek em Manaus ocorre num momento em que o Amazonas se prepara para enfrentar, em 2024, uma estiagem que deverá ser mais severa do que a registrada no ano passado.

Apesar das previsões não serem boas quanto à seca, os executivos da empresa chinesa afirmam que a produção não será afetada na nova unidade fabril, uma vez que ela dispõe de uma quantidade grande de insumos e está preparada para enfrentar eventuais contratempos que o período da baixa dos rios poderá ocasionar na região.

O diretor comercial da Livoltek, Mateus Gomes, destacou que o grupo Hexing possui fábricas em outros locais do Brasil, como na cidade de Fortaleza, no Ceará, e, também, um centro de distribuição em Curitiba, no Paraná, que contribuem para abastecer e criar estoques para a multinacional.

“Para prevenir e mitigar os riscos nesses momentos de seca, a forma como a gente avaliou, dá para garantir a logística, o controle de preço e o abastecimento de forma nacional, rápida e próxima dos nossos clientes”, afirmou o diretor comercial.

Empregos

A previsão é que a nova fábrica da Livoltek deverá gerar mais de 600 empregos diretos e mais de 2 mil indiretos, segundo informações dos executivos da empresa chinesa. Os investimentos iniciais para a instalação no PIM foram da ordem de R$ 70 milhões. 

Repercussão

A inauguração da fábrica da Livoltek em Manaus repercutiu positivamente no Amazonas. Para o superintendente da Suframa, Bosco Saraiva, os investimentos chineses mostram a “pujança do nosso parque industrial e dos atrativos que é a Zona Franca de Manaus tem oferecido”.

Por sua vez, o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), Antônio Silva, destacou que a inauguração da fábrica da Livoltek representa um importante marco para o setor industrial da região. “É uma demonstração de que o nosso modelo continua competitivo diante do restante do país”, declarou o líder empresarial ao portal Panorama Real.

Já o deputado estadual Adjuto Afonso, que é presidente da Comissão de Assuntos Econômicos da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), afirmou que a meta agora é garantir uma regulamentação da reforma tributária que mantenha os investimentos no Polo Industrial de Manaus.

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