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O Papa Francisco criticou, neste domingo (29/09), os bombardeios aéreos israelenses no Líbano que resultaram na morte de dezenas de civis, incluindo centenas de mulheres e crianças, e, também, no assassinato político do líder do Hezbollah Sayed Hassan Nasrallah, em uma área residencial de Beirute. O pontífice classificou os ataques militares na região como “além da moralidade”.
“Mesmo na guerra, há uma moralidade a salvaguardar”, disse o líder católico durante o voo de volta da Bélgica para Roma. Ele ressaltou ainda que os países não podem “exagerar” no uso de suas forças militares. “A guerra é imoral. Mas as regras da guerra dão a ela alguma moralidade”, declarou à imprensa.
Ainda sobre os ataques de Israel, o papa afirmou que “a defesa deve ser sempre proporcional ao ataque. Quando há algo desproporcional, você vê uma tendência de dominar que vai além da moralidade”.
Na semana passada, o papa Francisco já havia classificado os bombardeios indiscriminados de Israel no Líbano como “inaceitáveis” e pediu à comunidade internacional que fizesse todo o possível para interromper os combates.
Neste domingo (29/09), os bombardeios criminosos israelenses no Líbano deixaram mais de 100 mortos no país e 359 feridos, segundo informações do Ministério da Saúde libanês. Somente na cidade portuária de Sidon, foram 32 mortes e mais de 53 feridos, após um ataque de Israel que atingiu dois prédios na vila de Ain El Delb.
Segundo o Ministério da Saúde do Líbano, as agressões israelenses nos últimos dias deixaram mais de 1 mil mortos, incluindo mulheres e crianças, e mais de 6 mil feridos, a maioria civis. O governo afirmou ainda que 1 milhão de pessoas — praticamente um quinto da população do país -, deixaram suas casas para fugirem dos bombardeios indiscriminados de Israel.

Faixa de Gaza
No último dia 13 de de setembro, o papa Francisco condenou as mortes de crianças palestinas em ataques israelenses na Faixa de Gaza. Na ocasião, ele revelou que fala “todos os dias” ao telefone com membros de uma paróquia católica no território palestino que sofre uma campanha de genocídio por parte de Israel. Segundo Francisco, os paroquianos lhe contam sobre as condições no local e “também a crueldade que está acontecendo lá”.