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A Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP) informou, nesta quinta-feira (10/10), o registro raro da dengue do sorotipo 3 do vírus – que não era registrado desde 2009.
O caso foi identificado pela FVS-RCP, por meio do Laboratório Central de Saúde Pública do Amazonas (Lacen-AM), em conjunto com o Instituto Leônidas e Maria Deane da Fundação Oswaldo Cruz (ILMD/Fiocruz Amazônia).
Trata-se de uma pessoa, com idade entre 30 e 40 anos, residente em Manaus, que apresentou dor de cabeça, febre, dor em articulações pelo corpo e erupções cutâneas com coceira. O diagnóstico por biologia molecular detectou DENV-3 no dia 9 de outubro. O paciente recebeu alta médica, está sendo monitorado e segue estável.
O ressurgimento do sorotipo 3 da dengue no país preocupa autoridades de saúde por ampliar a possibilidade de contágio entre pessoas mais vulneráveis à infecção. O órgão alerta para a intensificação da vigilância no cenário dessas arboviroses, transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti.
Há uma expectativa para a alta de casos de dengue 3 no Brasil em 2024, com possibilidade de epidemia, segundo especialistas e o próprio Ministério da Saúde. A ameaça traz uma preocupação: quem contraiu os sorotipos 1, 2 ou 4 e se infectar pelo 3 pode desenvolver um quadro grave da doença.
De acordo com Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), existem quatro sorotipos da dengue, as variações do vírus que causa a a doença. São eles DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4. No Brasil, nos últimos anos, houve uma alternância dos tipos 1 e 2. Mas este ano viu a “reinserção” do tipo 3, que há mais de 15 anos não causa epidemias no país.
De 1º de janeiro a 26 de setembro de 2024, foram confirmados, laboratorialmente e por critérios clínico-epidemiológicos, 6.191 casos de dengue no Amazonas, sendo 92,9% casos causados por DENV-2 e 7,1% pro DENV-1. Em 2023, foram registrados 5.238 casos de dengue no Amazonas, também confirmados pelos critérios laboratorial e clínico-epidemiológico.