Para contato geral e envio de pautas:
redacao@panoramareal.com.br
Para contato geral e envio de pautas:
redacao@panoramareal.com.br
Em proporção, o Amazonas tem a maior população de residentes em favelas, segundo dados de um suplemento do Censo 2022, divulgados nesta sexta-feira (08/11), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). São 3,6 milhões de pessoas vivendo em comunidades urbanas e áreas de risco.
O número revela algo alarmante: em torno de 85% da população amazonense vive em situação precária de moradia.
Em 2024, segundo estimativa da População Residente, divulgada pelo IBGE, o Amazonas registrou 4.281.209 habitantes. Este índice está bem acima da média do País, que é de 8,1%.
Do total registrado no Brasil, com 16,3 milhões de moradores vivendo em favelas, o Amazonas levou 34,7% dessa fatia, em termos proporcionais, segundo revelou o órgão.

Logo após o Amazonas vem o Amapá com proporção de 24,4%. Pará (18,8%), Espírito Santo (15,6%), Rio de Janeiro (13,3%), Pernambuco (12%), Bahia (9,7%), Ceará (8,5%), Acre (8,3%) e São Paulo (8,2%) completam a lista de Estados em que a proporção é maior que a média nacional (8,1%).
O Mato Grosso do Sul tinha a menor parcela de pessoas vivendo em favelas (0,6%), seguido por Goiás (1,3%) e Santa Catarina (1,4%).
Os pesquisadores do IBGE consideram favelas e comunidades urbanas localidades com características como insegurança jurídica da posse, ausência ou oferta precária ou incompleta de serviços públicos, padrões urbanísticos fora da ordem vigente e ocupação de áreas com restrição ou de risco ambiental.
As grandes concentrações urbanas com maior proporção de habitantes morando em comunidades eram Belém (57,1%), Manaus (55,8%), Salvador (34,9%), São Luís (33,2%), Recife (26,9%) e Vitória (22,5%). A concentração do Rio de Janeiro figurava na 11ª posição (14,8%); e a de São Paulo na 13ª (14,3%). A maior favela do País é a Rocinha, no Rio de Janeiro, com 72.021 moradores.
A região Norte tem 18,9% da população em favelas. De acordo com o IBGE, grande parte das comunidades acompanham a margem do rio Amazonas, que cruza a região.
Com informações da Agência Brasil