Aumentam os casos de suicídio entre os soldados israelenses

Pelo menos seis militares de Israel tiraram as próprias vidas em virtude da guerra em Gaza e no Líbano (Foto: Reprodução)

O diário israelense Yedioth Ahronoth revelou, nesta sexta-feira (22/11), que, pelo menos, seis soldados israelenses cometeram suicídio nos últimos meses. Segundo o períodico, o sofrimento psicológico causado por guerras prolongadas na Faixa de Gaza e no sul do Líbano é a causa principal das mortes.

O número real de suicídios pode ser ainda maior, já que o exército israelense ainda não divulgou números oficiais. As mortes ocassionadas por suicídio costumam ser ocutadas pelos sionistas, apesar da promessa de divulgá-los até o final do ano. As autoridades israelenses fecharam Gaza para jornalistas estrangeiros, a menos que estejam sob escolta das FDI, dificultando a captura de toda a extensão do sofrimento palestino ou das experiências dos soldados lá.

O relatório destaca que há uma crise de saúde mental dentro do exército israelense. Milhares de soldados buscaram ajuda em clínicas militares ou psicólogos de campo nos últimos meses. A maioria deles apresentam sintomas de transtorno de estresse pós-traumático (TEPT).

Especialistas acreditam que a extensão real da crise de saúde mental ficará clara quando as operações militares forem concluídas e as tropas retornarem à vida normal.

Em março, Lucian Tatsa-Laur, chefe do departamento de saúde mental do exército israelense, disse ao Haaretz que aproximadamente 1.700 soldados receberam tratamento psicológico.

A tensão aumento devido à ofensiva brutal de Israel na Faixa de Gaza, que já matou mais de 44 mil pessoas, sendo que a maioria é de mulheres e crianças.

Mandados de prisão

O Tribunal Penal Internacional anunciou na quinta-feira (21/11) que havia emitido mandados de prisão para o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu e o ex-ministro da Defesa Yoav Gallant por crimes de guerra em territórios palestinos, incluindo Gaza.

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