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Musk foi alvo de protestos na fábrica da Tesla em Berlim que associam seu gesto com o praticado em por Adolf Hitler

Numa atitude que mostra a relação do regime sionista de Israel com as ideologias da extrema-direita mundial, o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu saiu em defesa do bilionário Elon Musk após o empresário sul-africano ter feito um gesto que lembra a saudação nazista na posse do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na última segunda-feira (20/01).
Por meio de uma postagem publicada, nesta quinta-feira (23/01), na plataforma X, de propriedade de Musk, Netanyahu tentou “aliviar” para o bilionário alegando que ele está sendo “falsamente difamado” e que ele é um “grande amigo de Israel”.
Durante discurso após a posse de Trump, Elon Musk bateu com a mão direita no peito, com os dedos abertos, e estendeu o braço direito em uma diagonal para cima, com os dedos juntos e a palma da mão voltada para baixo. O ato gerou polêmica, pois se assemelha aos gestos de saudação dos nazistas.
Judeus criticam relação do sionismo com nazismo
A manifestação de Netanyahu – contra o qual tem um pedido de prisão da Corte Internacional de Justiça (CIJ) por conta do genocídio praticado na Faixa de Gaza -, foi vista com uma prova da relação entre o sionismo judaico e o nazismo alemão. O apoio do primeiro-ministro israelense gerou críticas de setores da comunidade judaica pelo mundo.
No Brasil, o jornalista judeu Breno Altman afirmou que a solidariedade de Netanyahu com Musk não causou surpresa, uma vez que, segundo ele, “sionismo e nazismo não são forças antagônicas, mas duas caras da mesma moeda racista e nacional-chauvinista”. Ele completou: “Sionismo é a desonra do judaísmo, uma deformação maligna”.

Por sua vez, o jornal israelense Haaretz descreveu o gesto de Musk como “uma saudação romana, uma saudação fascista mais comumente associada à Alemanha nazista”.
Ativistas protestam
Em outro ato, ativistas europeus projetaram na noite de quarta-feira (22) a imagem de Musk com o braço levantado na fachada de uma fábrica da Tesla, empresa automotiva fundada pelo empresário, em Berlim, fazendo o gesto similar ao dos seguidores de Adolf Hitler.

Além do gesto de Musk, foi projetada a palavra “Heil” – que era usada como um grito clássico dos nazistas para saudar a imagem de Hitler – ao lado do logotipo da Tesla, formando a frase “Heil Tesla”. O protesto foi realizado organizações britânica Led By Donkeys (Liderados por Burros, em tradução livre) e alemã Zentrum für Politische Schönheit (Centro para a Beleza Política).
“Compre um tesla, apoie o fascismo”, escreveu a Led By Donkeys na rede social X. As organizações, que têm um histórico de atos contra Musk, afirmaram que seu ato tem como objetivo “combater o braço comercial do fascismo”. “O homem mais rico do mundo está promovendo a extrema direita na Europa. Não compre um Tesla”, declararam.
Philipp Ruch, fundador do Zentrum für Politische Schönheit, disse à AFP que Musk fez uma saudação semelhante à que “os neonazistas norte-americanos praticaram durante anos”.
Musk se defende
Elon Musk se manifestou sobre o episódio na rede social de sua propriedade, e preferiu ironizar as críticas. “Francamente, eles precisam de truques sujos melhores. O ataque ‘todo mundo é Hitler’ está muito cansado”, disse.
Com informações das agências internacionais e do site Brasil de Fato