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O tenente-coronel israelense Beni Aharon é o assassino de Hind Rajab – a menina palestina de apenas 5 anos, fuzilada covardemente com 355 tiros em janeiro de 2024, que virou símbolo do genocídio cometido por Israel na Faixa de Gaza. Após ser identificado, o militar sionista teve a prisão protocolada no Tribunal Penal Internacional (TPI), com sede em Haia, por “crimes de guerra”.
As informações foram divulgadas pela Fundação Hind Rajab, Organização Não Governamental (Ong) internacional dedicada a denunciar crimes contra o povo palestino, neste sábado (03/05), mesmo dia em que Hind Rajab completaria 7 anos de idade.
“Hoje, a pequena Hind Rajab deveria estar apagando velas em seu 7º aniversário. Neste dia de lembrança e pesar, a Fundação Hind Rajab apresentou uma queixa por crimes de guerra ao Tribunal Penal Internacional (TPI) em Haia. Após um ano de investigação incansável, identificamos a unidade militar responsável, bem como o comandante que liderou a operação que matou Hind, sua família e os dois médicos que tentaram salvá-la”, disse a ONG palestina por meio de nota.
Segundo a Fundação, o tenente-coronel Beni Aharon “era o comandante da 401ª Brigada Blindada do exército israelense no momento do assassinato de Hind Rajab.
“Foi sob o comando do Tenente-Coronel Aharon que uma unidade de tanques israelense atacou o veículo civil da família de Hind e, posteriormente, destruiu a ambulância do Crescente Vermelho Palestino enviada para resgatá-la”, disse a ONG em seu comunicado.
A Fundação afirma que, além de Beni Aharom, todos os militares que faziam parte do batalhão que operava sob sua autoridade, no bairro de Tel al-Hawa, em 29 de janeiro de 2024, “foram totalmente identificados, juntamente com seus comandantes de campo e oficiais operacionais”. “Esses homens não são mais desconhecidos. Não estão mais protegidos pelo silêncio”, disse a ONG.
“Perseguiremos todos os oficiais envolvidos — aqueles que deram as ordens, aqueles que atiraram, aqueles que encobriram o ocorrido e aqueles que permitiram que acontecesse”, afirmou a Fundação Hind Rajab.
Em 29 de janeiro de 2024, o carro de Hind Rajab, na época com apenas 5 anos de idade, foi fuzilado por tiros de tanques israelenses. Seis membros de sua família morreram instantaneamente.
Ferida e aterrorizada, Hind permaneceu viva por horas, pedindo socorro pelo telefone ao Crescente Vermelho Palestino: “Estou com tanto medo… por favor, venham”, disse a menina.
A ambulância enviada para salvá-la não chegou. O veículo foi bombardeado pelos terroristas israelenses e incendiado, mesmo com a coordenação prévia com os militares de Israel. Os dois médicos que estavam dentro da ambulância foram assassinados.
Quando as equipes de resgate conseguiram chegar ao local, 12 dias depois, encontraram o pequeno corpo de Hind ao lado de seu primo Layan.
Segundo a Fundação Hind Rajab, a denúncia contra os assassinos da menina palestina “não é um ato de vingança”, mas uma ação “legal”, que tem como base “evidências na lei e na humanidade que Hind foi negada”. Conforme a ONG, o trabalho de pesquisa durou um ano. “Reunimos o que os tribunais precisam para agir e agora pedimos que o façam — com urgência e coragem”.
A Fundação Hind Rajab, que denuncia os crimes cometidos contra o povo palestino, leva o nome da criança palestina de cinco anos que foi assassinada em um ataque israelense junto com os seus familiares e dois paramédicos que a tentaram resgatar, no início de 2024. A entidade é uma Organização Não Governamental (ONG), que foi criada logo após o início do genocídio na Faixa de Gaza.
Desde então, a Fundação se mobilizou para denunciar milhares de militares israelenses por supostos crimes de guerra em diferentes países.
Entre os casos mais recentes estão uma ação contra um adido militar de Israel em Bruxelas e um soldado que viajava pelo Sri Lanka. A ONG já solicitou ao Tribunal Penal Internacional (TPI) que emitisse mandados de prisão contra aproximadamente 1 mil soldados de Israel.

No Brasil, a ONG pediu a prisão do soldado israelense Yuval Vagdani, acusado de crimes de guerra e genocídio, que estava de férias em solo brasileiro. Ele acabou fugindo do país com a ajuda do governo de Benjamin Netanyahu, contra o qual tem um mandado de prisão emitido pel TPI.
Yuval é acusado de participar da destruição do corredor Netzarim, na Faixa de Gaza, uma ação que teria ocorrido fora de combate e provocado danos indiscriminados à população civil.
Entre as provas apresentadas pela Fundação Hind Rajab, estão imagens e publicações de Vagdani nas redes sociais, por meio das quais ele celebra operações israelenses na região. Em uma das postagens, Yuval incentiva a “destruição completa” de Gaza, que ele descreve como um “lugar imundo”. Conflitos na área já causaram mais de 45 mil mortes, segundo estimativas.