AM: PF queima dragas em operação contra garimpo ilegal no rio Madeira

Ação coordenada pelo Centro de Cooperação Policial Internacional da Amazônia resultou na destruição de dragas utilizadas para mineração ilegal entre os municípios de Manicoré e Humaitá

Operação queimou mais de 70 dragas na região do rio Madeira, no interior do Amazonas (Foto: Divulgação/PF)

Uma operação deflagrada pela Polícia Federal (PF) em conjunto com policiais rodoviários federais e agentes da Força Nacional de Segurança Pública cumpriu, nesta segunda-feira (15/09), ordem judicial expedida pela Justiça Federal do Amazonas para a destruição de dragas utilizadas no garimpo ilegal no rio Madeira. A ação de hoje se concentrou no leito do rio entre os municípios de Manicoré e Humaitá, no interior do Estado.

Segundo a PF, até o meio-dia, a operação já tinha destruído 71 dragas em solo amazonense. Os dados referentes ao Estado de Rondônia não foram divulgados pois ainda estavam consolidados.

“A ação integra os trabalhos desenvolvidos pela Polícia Federal desde 2023 no combate à mineração ilegal na região. Neste ano, a novidade é a atuação coordenada entre diferentes forças de segurança pública, coordenadas pelo Centro de Cooperação Policial Internacional da Amazônia (CCPI Amazônia), e o Poder Judiciário”, informou a PF por meio de nota à imprensa.

Segundo a PF, servidores do Ministério Público do Trabalho (MPT) e do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) acompanham a operação, adotando providências quanto às condições precárias de trabalho a que são submetidos os trabalhadores encontrados nas balsas.

Tensão e tumulto

A destruição de dragas – balsas de grande porte utilizadas na extração mineral -, gerou tensão e revolta entre moradores do município de Humaitá (a 600 quilômetros ao sul de Manaus). Segundo eles, as dragas queimadas representavam o sustento de várias famílias que dependiam deste atividade para sobreviver.

Garimpeiros com o apoio de alguns moradores tentaram impedir o trabalho dos policiais, mas foram repreendidos com gás lacrimogêneo e balas de borracha. A PF não se pronunciou sobre a confusão.

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