Ato em defesa da Palestina e Flotilha Sumud é realizado em Manaus

Manifestação local faz parte de um movimento mundial contra o genocídio do povo palestino

Manifestação em defesa da Palestina foi realizada no centro de Manaus (Foto: Divulgação/Ascom Adua)

Manaus se juntou aos esforços mundiais em defesa da Palestina e realizou um ato, no final da tarde deste sábado (04/10), no Largo de São Sebastião, em frente ao Teatro Amazonas, no Centro, para denunciar o genocídio do povo palestino e o ataque de Israel contra a Flotilha Sumud, que resultou no sequestro ilegal em águas internacionais de dezenas de ativistas, incluindo vários brasileiros, que tentavam quebrar o bloqueio israelense para levar ajuda humanitária para a população da Faixa de Gaza.

A manifestação foi convocada por mais de dez entidades, entre associações de docentes, movimentos estudantis, partidos políticos e outros grupos da sociedade civil.

O ato em Manaus faz parte de um movimento mundial em defesa da Palestina e da Flotilha Sumud, que se iniciou neste sábado (04/10) e deverá ocorrer em várias outras cidades brasileiras até o próximo dia 11 de outubro.

“Parar o Brasil pela libertação da Palestina e em defesa dos presos políticos da Global Sumud Flotilla”, postou Mariana Conti, vereadora de Campinas pelo Psol e integrante da Flotilha Sumud, em suas redes sociais.

De acordo com a nota divulgada pelos organizadores em Manaus, “a Global Sumud Flotilha foi interceptada pelas forças de ocupação israelense, com sequestro dos ativistas que tentaram romper o bloqueio ilegal de Gaza e levar COMIDA E MEDICAMENTOS para a população. A necessidade urgente hoje continua sendo pôr fim ao genocídio e à limpeza étnica em curso sofridos pelo povo palestino. Diante desta emergência extrema, precisamos de ação e sanções contra Israel, agora!”.

O comunicando continua: “Em Gaza, o Estado de Israel comete um genocida televisionado há dois anos, aos olhos do mundo inteiro. O governo israelense, apesar dos alertas da ONU e da maioria dos Estados, está executando seu plano de tomar a Cidade de Gaza, deslocar sua população já bombardeada e exausta e destruir completamente Gaza e sua população. A fome é agravada pelos bombardeios incessantes com foco deliberado na população civil — mulheres, homens, crianças, médicos, equipes de resgate, jornalistas, artistas — e pela destruição total de toda a infraestrutura vital. Não nos deixemos enganar pelos objetivos de guerra de Israel: o objetivo é destruir completamente a Faixa de Gaza, torná-la inabitável e expulsar o que sobrou de sua população. Isso é uma vergonha para a humanidade! Apoiamos incondicionalmente a Global Sumud Flotilha e o povo palestino em sua resiliência e resistência ao genocídio, à colonização e ao apartheid”, concluiu a nota.

“Hoje, estivemos unidos em um só grito: ‘Chega de sangue palestino derramado!’. Precisamos exterminar o sionismo (movimento racista e supremacista judaico), assim como o nazismo foi derrotado na Alemanha. Não podemos nos calar diante desse retrocesso civilizacional. Não podemos separar a luta contra o imperialismo, o colonialismo, contra o genocídio dos povos originários do Brasil, da luta do povo palestino!”, afirmou a pedagoga Rita Vieira, 40 anos, que participou da manifestação de hoje.

Durante o ato, foram levantadas bandeiras em defesa da Palestina e por um cessar-fogo imediato na região da Faixa de Gaza, que há dois anos vem sendo alvo de um genocídio cometido por Israel com o apoio dos Estados Unidos e de países europeus, além das monarquias árabes. Os manifestantes também gritaram palavras de ordem como “Estado de Israel, Estado assassino, e viva a luta do povo palestino”.


		
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