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Em 2023, o planeta esteve 1,48 grau Celsius mais quente do que no período pré-industrial de 1850-1900, quando as indústrias começaram a queimar combustíveis fósseis
O ano passado foi o mais quente já registrado no planeta por margem substancial e provavelmente o mais quente do mundo nos últimos 100 mil anos. O apontamento é do de Mudanças Climáticas Copernicus (C3S), da União Europeia, que divulgou a informação nesta terça-feira (09/01).
De acordo com os cientistas, de junho a dezembro houve quebra de recorde de calor se comparados aos meses do ano anterior.
“Foi um ano excepcional, em termos de clima, mesmo quando comparado a outros anos muito quentes”, disse o diretor Copernicus, Carlo Buontempo.
Em 2023, o planeta esteve 1,48 grau Celsius mais quente do que no período pré-industrial de 1850-1900, quando as indústrias começaram a queimar combustíveis fósseis. No ano passado, a concentração de dióxido de carbono na atmosfera subiu para o nível mais alto já notificado, de 419 partes por milhão.
O dado é um alerta para as autoridades internacionais sobre as questões climáticas. No Acordo de Paris de 2015, os país decidiram tentar impedir que o aquecimento global ultrapasse 1,5°C, para evitar consequências mais graves.
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) já havia confirmado que 2023 foi o ano mais quente no Brasil. A média de temperatura do Brasil é 24,23°C, segundo a série histórica do instituto, iniciada em 1961. Também no ano passado foi registrada a máxima histórica do país, de 44,8°C, em Araçuaí, Minas Gerais.
Com informações das agências de notícias