Após ataque à escola da ONU, Brasil assina declaração conjunta pelo fim dos ataques em Gaza

O Brasil reitera que Israel e Hamas estão obrigados, por determinação da Corte Internacional de Justiça, a cessar as hostilidades em Rafah
Genocídio em Gaza acontece desde outubro do ano passado (Foto: Reprodução)

Nesta quinta-feira (06/06), o Brasil aderiu à declaração conjunta entre líderes de 17 países que pede a libertação de reféns, ao cessar-fogo, ao fim imediato das hostilidades na Faixa de Gaza e a solução de dois Estados. A decisão acontece logo após as forças israelenses atacarem uma escola da Organização das Nações Unidas (ONU) e matarem, ao menos, 40 pessoas.

O Brasil reitera que Israel e Hamas estão obrigados, por determinação da Corte Internacional de Justiça, a cessar as hostilidades em Rafah, a libertar incondicional e imediatamente os reféns e a permitir ajuda humanitária aos civis em Gaza afetados pelo conflito.

A Declaração Conjunta foi assinada pelos líderes do Brasil, Estados Unidos, Argentina, Áustria, Bulgária, Canadá, Colômbia, Dinamarca, França, Alemanha, Polônia, Portugal, Romênia, Sérvia, Espanha, Tailândia e Reino Unido.

Veja a declaração:

Como líderes de países profundamente preocupados com os reféns detidos pelo Hamas em Gaza, incluindo muitos dos nossos próprios cidadãos, apoiamos totalmente o movimento rumo a um cessar-fogo e a um acordo de libertação de reféns agora sobre a mesa e conforme delineado pelo Presidente Biden em 31 de maio de 2024. Não há tempo a perder. Apelamos ao Hamas para fechar este acordo, que Israel está pronto para avançar, e iniciar o processo de libertação dos nossos cidadãos.

Observamos que este acordo levaria a um cessar-fogo imediato e à reabilitação de Gaza, juntamente com garantias de segurança para Israel e oportunidades para uma paz mais duradoura e a longo prazo e uma solução de dois Estados. Neste momento decisivo, apelamos aos líderes de Israel, bem como ao Hamas, para que assumam todos os compromissos finais necessários para fechar este acordo e trazer alívio às famílias dos nossos reféns, bem como às pessoas de ambos os lados deste terrível conflito, incluindo as populações civis. É hora de a guerra acabar e este acordo é o ponto de partida necessário.

Ataque à escola da ONU

Dezenas de pessoas foram mortas em ataque aéreo israelense durante a noite desta quinta-feira contra uma escola administrada pela ONU em um campo de refugiados no centro da Faixa de Gaza, de acordo com autoridades hospitalares e o escritório de mídia do governo.

Ao menos 40 pessoas morreram no ataque em Nuseirat, segundo funcionários do Hospital dos Mártires de Al-Aqsa. Os israelenses atingiram o prédio de três andares com, pelo menos, três mísseis.

A escola, gerida pela Agência das Nações Unidas para os Refugiados Palestinos (UNRWA), alojava pessoas deslocadas em Nuseirat no momento do ataque, informou o gabinete de comunicação social do governo de Gaza.

Israel admitiu ter realizado o ataque, dizendo que tinha como alvo “20 a 30 militantes do Hamas e da Jihad Islâmica” no local.