Brasil condena ataques de Israel em zona humanitária da Faixa de Gaza que deixaram 129 mortos

O Governo brasileiro, por meio do Ministério das Relações Exteriores, condenou em nota oficial publicada, na sexta-feira (03/01), os bombardeios israelenses realizados nos dias 2 e 3, que resultaram em massacres que mataram ao menos 129 pessoas, inclusive mulheres e crianças, na Faixa de Gaza..

Os ataques aéreos tiveram grande impacto sobre civis, por terem atingido regiões consideradas zona humanitária segura. “Entre as vítimas fatais, ao menos 12 se encontravam em acampamento para deslocados na localidade de Al-Mawasi”, destacou a nota.

A diplomacia brasileira reforçou a obrigação de Israel de proteger a população dos territórios ocupados, de acordo com o Direito Internacional Humanitário. E fez um apelo por um acordo de paz. “O governo brasileiro reitera seu apelo por um cessar-fogo permanente e abrangente, que inclua a libertação de todos os reféns e a entrada desimpedida de ajuda humanitária em Gaza”.

A nota defende ainda o compromisso do Brasil com uma solução que viabilize a existência dos dois Estados, “um Estado palestino independente e viável, convivendo lado a lado com Israel, em paz e segurança, dentro das fronteiras de 1967, o que inclui a Faixa de Gaza e a Cisjordânia, com Jerusalém Oriental como sua capital”, afirma o comunicado.

O aumento das agressões israelenses em toda a Faixa de Gaza desde a madrugada da última quinta-feira (02/01), levou o comissário da Agência da ONU de Assistência aos Refugiados Palestinos (Unrwa), Philippe Lazzarini, a afirmar nas redes sociais que “nenhuma zona humanitária está segura”. O Escritório de Coordenação de Assuntos Humanitários (Ocha), no norte de Gaza, alertou que as bases de sobrevivência dos palestinos estão sendo dizimadas.

De acordo informações da agência das Nações Unidas, há mais de 14 mil pacientes na lista de espera necessitando de evacuação médica para o exterior que estão impedidos de sair pela proibição de acesso das autoridades israelenses.

Com informações da Agência Brasil e agências internacionais

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