Corte Internacional de Justiça inicia audiência sobre acusação de genocídio contra Israel

O país defende que o tribunal decrete medidas de emergência, incluindo a ordem para que Israel cesse imediatamente as operações militares, bem como todos os “atos genocidas” descritos no pedido

Nesta quinta-feira (11/01), a Corte Internacional de Justiça começou a audiência no processo que acusa Israel de genocídio contra os palestinos na Faixa de Gaza, que deixou quase 23 mil pessoas mortas, a maioria crianças e mulheres palestinas, em três meses de ataques contínuos contra o território palestino. O pedido foi instaurado pela África do Sul em 29 de dezembro do ano passado.

O país defende que o tribunal decrete medidas de emergência, incluindo a ordem para que Israel cesse imediatamente as operações militares, bem como todos os “atos genocidas” descritos no pedido. A guerra de Israel contra a Faixa de Gaza, segundo a representação sul-africana, viola a Convenção sobre o Genocídio de 1948.

O tratado define genocídio como “atos cometidos com a intenção de destruir no todo, ou em parte, uma nação”. Os casos de genocídio, que são notoriamente difíceis de provar, podem levar anos para ser resolvidos.

Os juízes que representam Israel e a África do Sul prestaram juramento. Aharon Bharak, um sobrevivente do Holocausto de 87 anos e juiz aposentado da Suprema Corte, representa Israel, que reagiu furiosamente quando o pedido foi apresentado, qualificando-o de “infundado” e de “calúnia de sangue”. O governo de Benjamin Netanyahu afirma que “age em legítima defesa” para proteger os israelenses, destruindo o Hamas.

As equipes jurídicas terão o mesmo tempo para apresentar suas alegações – em torno de três horas -, com a África do Sul iniciando hoje e Israel respondendo nesta sexta-feira (12/01).

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