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A situação na Faixa de Gaza, na Palestina ocupada, tem se tornado cada vez mais dramática com o passar dos dias devido ao bloqueio total imposto neste território palestino pelo regime sionista de Israel. Nesta terça-feira (20/05), o diretor de ajuda humanitária da Organização das Nações Unidas, Tom Fletcher, em entrevista à BBC, fez um alerta ao afirmar que 14 mil bebês podem morrer nas próximas 48 horas se a ajuda humanitária não chegar para a população da Faixa de Gaza.
Desde o início de março, logo após o colapso do frágil cessar-fogo que estava em vigor na região, Israel impôs um bloqueio total ao território palestino impedindo a entrada de qualquer tipo de alimento, combustível ou remédio, além de outros itens de necessidade básica, numa medida que viola de forma flagrantes as leis internacionais que proíbem o uso da fome e da sede como armas de guerra.
Atualmente, a quantidade de caminhões que são autorizados a entrar na Faixa de Gaza – menos de 30, enquanto que o ideal seriam 900 por dia -; é insuficiente para atender as demandas da população local.
Para Fletcher, que é secretário-geral-adjunto para Assuntos Humanitários das Nações Unidas, os cinco caminhões de ajuda que chegaram à Faixa de Gaza, na segunda-feira (19/05), são apenas uma “gota no oceano” comparado com o que é necessário, ressaltando que é preciso “inundar a Faixa de Gaza com ajuda humanitária”. Ele informou que esperava a entrada de 100 caminhos nesta terça-feira (20/05).
O impedimento da entrada de ajuda humanitária tem causado a morte de várias crianças palestinas por desnutrição, muitas delas ficando apenas “em pele e osso”, repetindo as imagens dos judeus nos campos de concentração nazistas durante a Segunda Guerra Mundial.
“Não conseguimos encontrar um pedaço de pão para alimentar nossos filhos… como conseguiremos ajuda do sul? Será difícil para nós irmos para lá. Estamos vivendo uma tragédia”, diz um homem na Cidade de Gaza à BBC
“As pessoas começaram a desmaiar por falta de comida e fome. Não sabemos o que dar para alimentar nossos filhos. Não há lentilhas, arroz ou farinha disponíveis, nem qualquer outro tipo de alimento. Não há legumes disponíveis. Ninguém tem dinheiro para comprar um tomate. Ninguém consegue comprar um saco de farinha”, falou.
Outro homem, Abu Salem, está desesperado por “[suprimentos] básicos como petróleo, açúcar e gasolina”. “Precisamos de comida para as crianças”, disse ele à BBC.
Genocídio: Israel já matou e feriu mais de 175 mil pessoas em Gaza
O regime sionista de Israel já matou e feriu aproximadamente 175 mil pessoas na Faixa de Gaza nos últimos 20 meses, quando deu início a campanha genocida no território palestino em outubro de 2023. De acordo com números atualizados, na segunda-feira (19/05), pelas autoridades palestinas de Saúde, o número de mortos na Faixa de Gaza subiu para 53.475, e o de feridos, para 121.398, como resultado da guerra de extermínio que a ocupação israelense trava contra a população desse território palestino.
Conforme o boletim do Ministério da Saúde local, desde a retomada dos bombardeios israelenses em 18 de março deste ano, após o término de um frágil cessar-fogo, as agressões de Israel resultaram na morte de 3.340 pessoas e em 9.357 feridos. Desse total, 136 pessoas foram assassinadas e 364 feridas nas últimas 24 horas.
O número elevado de baixas palestinas revela o uso indiscriminado e excessivo de força militar por parte de Israel contra a população civil da Faixa de Gaza. Os ataques israelenses não tem poupado locais que são protegidos pelas leis internacionais, como hospitais, escolas e abrigos de refugiados