Para contato geral e envio de pautas:
redacao@panoramareal.com.br
Para contato geral e envio de pautas:
redacao@panoramareal.com.br

Nesta terça-feira (14/01), completa quatro anos da maior tragédia da saúde pública amazonense: a crise de oxigênio durante a pandemia da covid-19 – que matou mais de 60 pessoas e fez mais de 500 pacientes serem transferidos às pressas para hospitais em outros Estados.
Neste dia, há quatro anos, o caos se instalou no sistema de saúde, quando faltou oxigênio nos hospitais de Manaus. Na época, as unidades estavam superlotadas após recordes de internações por covid.
O Amazonas foi o primeiro Estado do país a sofrer com os impactos da segunda onda do vírus que assustou o mundo.
As pessoas peregrinavam pela capital amazonense tentando recarregar os cilindros de oxigênio para manter os pacientes vivos. Nos dias seguintes, os hospitais colapsaram. Até uma unidade de recém-nascidos chegou a sofrer com a falta de oxigênio.
Até hoje, ninguém foi responsabilizado pela crise do oxigênio. Autoridades públicas e empresas privadas foram alvos de ações do Ministério Publico do Amazonas (MP-AM), Ministério Publico Federal (MPF) e da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid instalada no Senado sob a presidência do senador pelo Amazonas, Omar Aziz (PSD).
Vários processos correm até hoje no Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), apresentados por pessoas que buscam indenização pelas mortes e sequelas provenientes do episódio.
Indenização
No ano passado, quando a crise do oxigênio completou três anos, a família de uma das vítimas fatais finalmente conseguiu o direito de receber uma indenização no valor de R$ 100 mil. A decisão foi da Segunda Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ-AM), que manteve a condenação do Governo do Estado a pagar a indenização.
Entre essas famílias que buscam reparação na Justiça está a de Iyad Hajoj. Ele e suas irmãs, que perderam o pai e a mãe no mesmo dia, com quase uma hora de diferença, ainda aguardam uma punição aos gestores responsáveis pela crise e os pagamentos de indenizações por danos morais. Segundo ele, a família jamais recebeu suporte das autoridades governamentais.
“Nós nunca recebemos apoio do governo. Nunca fomos chamados pelas autoridades para nos pronunciarmos sobre a dor que vivemos vendo nossos parentes morrendo asfixiados. Nem na CPI realizada pelo Congresso Nacional lembraram de nos chamar, ainda assim não vamos nos calar. Agora, nos resta na Justiça a esperança para essa reparação”, afirmou o administrador.