Declaração genocida: ministra de Israel diz que está ‘orgulhosa’ da destruição na Faixa de Gaza

May Golan tem se destacado por declarações racistas contra negros e genocidas contra palestinos (Foto: Reprodução)

A declaração da ministra da Igualdade Social e Empoderamento Feminino de Israel, May Golan, que afirmou estar “orgulhosa das ruínas” na Faixa de Gaza, repercutiu negativamente e foi apontada por grupos de direitos humanos como mais uma prova da mentalidade genocida do governo israelense.

Em discurso feito, na última segunda-feira (19/02) no parlamento israelense, May Golan disse, ainda, desejar que todas as crianças possam contar aos seus netos o que os judeus fizeram contra os palestinos na Faixa de Gaza, onde mais de 29 mil pessoas foram assassinadas pelo terrorismo israelense.

“Estou pessoalmente orgulhosa das ruínas em Gaza. Que daqui a 80 anos todos os bebês possam contar aos seus netos o que os judeus fizeram quando suas famílias foram assassinadas, estupradas e sequestradas”, disse a extremista.

A declaração da ministra israelense foi feita enquanto ela defendia a expulsão do parlamentar judeu Ofer Cassif, do partido Hadash-Ta’al, que é solidário aos palestinos e se opôs à guerra na Faixa de Gaza.

Racista

No mês de dezembro do ano passado, May Golan já havia dito “não ligar” para os palestinos. “Quero ver corpos de terroristas mortos em Gaza. É isso o que eu quero ver”, declarou em entrevista ao portal Middle East Monitor.

As falas extremistas de Golan não são raridade, e ela ficou conhecida após ter declarado, há uma década, que tem “orgulho de ser racista”. Na ocasião, ela denunciava os refugiados africanos em Israel, afirmando que eles eram “criminosos e estupradores”, e que muitos tinham AIDS.

“Se sou racista por querer defender meu país e por querer proteger meus direitos básicos e segurança, então tenho orgulho de ser racista”, disse ela em um comício político em 2013.

Com informações das agências de notícias