Draga que fará a dragagem do Rio Madeira e Costa do Tabocal chega em Manaus no dia 12/10

A chegada da draga marca uma etapa crucial para garantir a navegabilidade dos rios (Foto: Divulgação)

Anunciada pelo Governo do Amazonas para ser iniciada em junho deste ano, a dragagem dos rios do Amazonas deve começar com quatro meses de atraso: ficando apenas para a segunda metade de outubro. Nesta terça-feira (24/09), o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (Sedecti), Serafim Corrêa, anunciou que a draga de sucção em arrasto (TSHD), conhecida como draga Hopper, está vindo da Holanda e chega em Manaus no próximo dia 12 de outubro.

O equipamento será responsável pela dragagem da enseada do Rio Madeira e da Costa do Tabocal. A dragagem da região vem sendo cogitada desde o ano passado quando o Estado alcançou uma das maiores secas.

Em maio deste ano, o governador Wilson Lina – durante coletiva de imprensa – anunciou que a dragagem iria acontecer em junho. No entanto, houve atraso na liberação de recursos para a aquisição da draga. Apenas no dia 19 de junho, foi que o Governo Federal atendeu ao pedido e publicou editais para a dragagem de trechos dos rios Amazonas e Solimões, um serviço sob responsabilidade do Ministério de Portos e Aeroportos.

“A chegada da draga marca uma etapa crucial para garantir a navegabilidade dos rios da nossa região. A dragagem, que consiste na retirada de sedimentos como areia e outros materiais do fundo dos rios, visa aumentar a segurança da navegação, evitando o encalhe de embarcações. Isso facilitará o escoamento de produtos e contribuirá para o crescimento da economia local”, destacou Corrêa.

Licença ambiental

Também em maio, o Governo do Amazonas já havia emitido licenças ambientais para dragagens em quatro trechos, incluindo Manaus-Itacoatiara (Rio Madeira), Codajás-Coari e Benjamin Constant-São Paulo de Olivença (Rio Amazonas), além de Benjamin Constant-Tabatinga (Rio Solimões).

O processo licitatório deverá incluir mais três áreas: Coari-Codajás, Benjamin Constant-Tabatinga e Benjamin Constant-São Paulo de Olivença, com os contratos previstos para os próximos dias.

Outras medidas

Além disso, a iniciativa privada, em articulação com a Sedecti, instalou píeres provisórios para enfrentar os desafios logísticos da seca, com autorização do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam).

No início de setembro, o governador Wilson Lima vistoriou os portos temporários em Itacoatiara, e operações já começaram nos píeres do Grupo Chibatão e Super Terminais, com a atracação de navios e transferência de contêineres para balsas.

add_action('wp_footer', function() { ?>