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Atividade procurou mostrar todos os lados do conflito e ensinar a empatia com o sofrimento dos povos, iniciativa que terá reflexo positivo para a própria capital amazonense

Apesar de sofrer com a violência cotidiana tão comum nas grandes metrópoles, a população de Manaus tem mostrado empatia com o sofrimento de outros povos do mundo e tem realizado atos para pedir paz, principalmente, no Oriente Médio, onde, pela primeira vez, massacres de civis estão sendo noticiados de forma instantânea, direta e sem filtros.
O impacto maior recai sobre as crianças, que necessitam de um cuidado especial para que não sintam os efeitos devastadores das cenas chocantes provocadas pela guerra.
E foi, justamente, para promover a cultura da paz que a Escola Municipal Desembargador Cândido Honório Ferreira, no bairro Alvorada II, zona oeste da cidade, realizou uma atividade, que, ao final, resultou num pedido pelo fim das guerras no Oriente Médio.
“Procuramos realizar um trabalho para explicar as crianças o que está acontecendo, desmitificar o que a grande mídia tem mostrado e levar a cultura da paz para elas, ensinado que palestinos e israelenses precisam conviver sem guerra”, explicou o professor Manoel Andrade, 45 anos.
Segundo ele, além de aulas teóricas, foram realizadas oficinas com a produção de cartazes que pediam paz para o Oriente Médio. “Precisamos ensinar nossas crianças a ter tolerância, respeito e empatia”, frisou o educador.
Apoio

A contadora Márcia Giffoni, 48 anos, que é mãe do estudante Guilherme Fernandes, 9 anos, um dos participantes da atividade pela paz, afirmou que apoia a iniciativa da escola. Ela classificou a atividade como importante, uma vez que ela terá reflexo em Manaus, cidade que, também, sofre com a violência.
“Essa atividade da escola Cândido Honório é importante porque tem um reflexo positivo sobre as crianças, que precisam ter voz ativa em defesa da paz. Hoje, vivemos num mundo onde as crianças estão expostas à violência. É importante ter paz nos lares, seja em Manaus ou no Oriente Médio”, avaliou Márcia.
Manifestações públicas
Desde o início da atual escalada de violência entre Palestina e Israel, que já deixou quase 12,5 mil pessoas mortas, quase 90% delas do lado palestino, incluindo 4,5 mil crianças assassinadas pelos massacres israelenses na Faixa de Gaza, Manaus já registrou dois atos pedindo o fim da guerra e a paz no Oriente Médio. A primeira manifestação ocorreu no dia 19 de outubro, e o segundo ato foi realizado no último dia 4 de novembro. Ambos ocorreram no Centro da capital amazonense.



