Escolas de samba repudiam fala de pré-candidata do Novo, que disse ‘detestar Carnaval’

Maria do Carmo Seffair disse que detesta o Carnaval e preferia a festa junina
O pronunciamento de Maria deu o que falar e ela foi repudiada pela escola de samba (Foto: Reprodução)

A pré-candidata à Prefeitura de Manaus pelo partido Novo, Maria do Carmo Seffair, se envolveu em uma polêmica essa semana com representantes do Carnaval de Manaus. Durante entrevista a um site de notícias, ela disse que preferia festa junina ao Carnaval: “eu detesto”. A afirmação não caiu bem e a Escola de Samba Mocidade Independente de Aparecida repudiou a fala da reitora de uma das principais faculdades da cidade.

”Ao afirmar que ‘detesta o Carnaval’, demonstra-se um preconceito com a cultura brasileira e com a própria história do samba amazonense. O Carnaval de Manaus já foi considerado o segundo melhor do Brasil, ficando atrás apenas do Carnaval Carioca. Como instituição, buscamos apoio dos representantes do povo para incentivar a nossa festa e fazer a sociedade consumir cultura, seja a do Carnaval ou de outro meio artístico. E, na tentativa de buscar o cargo majoritário, virar as costas para um dos maiores segmentos artísticos culturais manauara aponta um descompromisso da pré-candidata com o Carnaval de Manaus”, diz parte da nota divulgada nas redes sociais.

Após receber uma chuva de críticas, Maria do Carmo Seffair voltou atrás e comentou a nota da escola de samba reforçando o seu compromisso com a cultura e a economia criativa do município. Por meio de sua assessoria, ela divulgou nesta quinta-feira (18/04) uma nota de esclarecimento.

“Lamentavelmente, deturparam uma fala minha em que me perguntaram sobre minhas preferências pessoais… tipo pacu ou jaraqui? Açaí ou buriti? Festa junina ou carnaval? Me desculpem, mas eu simplesmente não sei sambar, não consigo. Inaceitável é dizer que com isso eu não reconheço a importância das escolas de samba da nossa cidade, todo o trabalho que elas fazem nas suas comunidades, e a importância da festa não só para nossa cultura, mas também para nossa economia”, esclareceu.

Ainda segundo a professora e empresária, o mais importante é fazer frente ao descaso com que o Carnaval de Manaus tem sido tratado nos últimos anos.

“Essa festa [o Carnaval] aqui em Manaus praticamente desapareceu, por falta de apoio, compromisso e responsabilidade, apesar de já ter sido a segunda maior do país nas décadas de 80 e 90. O que eu vou fazer é dar apoio a todas as escolas de samba e resgatar o brilho e o glamour dessa festa. O resto é intriga da oposição”, finalizou.