Estiagem no AM inicia 30 dias antes e deve ser mais severa que em 2023

Os impactos da seca já serão sentidos pela população amazonense a partir do mês de julho
Porto de Tabatinga já está com uma grande aérea seca (Fotos: Reprodução)

O governador do Amazonas, Wilson Lima, fez uma coletiva de imprensa nesta quinta-feira (21/06), onde informou as análises feitas pelos órgãos do Estado para prever os efeitos da seca deste ano. Segundo ele, a estiagem se antecipou cerca de 30 dias e deverá ser mais severa do que a registrada no ano passado.

De acordo com dados dos sistemas de monitoramento, em 2024, os impactos da seca já serão sentidos pela população amazonense a partir do mês de julho.

Desde o ano passado o Governo do Amazonas já vinha trabalhando no planejamento e, no início do ano iniciou um trabalho de prevenção com o objetivo de mitigar os impactos causados pelos dois fenômenos. Abastecimento de água potável, insumos e medicamentos para a saúde, produção rural, logística para a manutenção do funcionamento da rede estadual de educação e ajuda humanitária são os principais focos do cronograma de atividades do governo.

“Desde fevereiro nós estamos nos mobilizando. Houve todo um planejamento assim que nós superamos aquela situação do ano passado e entramos pelo início do ano de 2024, fazendo esse trabalho e entendendo quais as ações que nós deveríamos implementar. E também a comunicação que nós deveríamos fazer principalmente aquelas empresas, órgãos, comércio, indústria, que tratam de serviços que são essenciais para a nossa população”, disse o governador.

O governador Wilson Lima vem se reunindo com ministros de Estado, a exemplo dos ministérios de Portos e Aeroportos, de Integração e Desenvolvimento Regional e de Meio Ambiente e Mudança do Clima, solicitando apoio na antecipação de ações, além de encontro com o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin.

Nível do rio em Tabatinga

Na Bacia do Solimões, observou-se uma desaceleração nos níveis entre fevereiro e abril. Tabatinga teve uma redução de 37 cm em abril, indicando que a vazante na Amazônia peruana e brasileira se antecipou, o que afetará significativamente as bacias do médio e baixo Solimões.

Se continuar assim, a estimativa é de que até o fim do mês a população possa ter sérios problemas de locomoção.

Com informações da assessoria