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Um relatório da Polícia Federal revelou que o senador Omar Aziz (PSD-AM) foi um dos alvos da estrutura clandestina de espionagem montada dentro da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) durante o governo de Jair Bolsonaro. O documento, de mais de 1,3 mil páginas, aponta que a espionagem teve motivações políticas e foi dirigida por integrantes do alto escalão do governo federal com o objetivo de obter informações comprometedores sobre adversários.
De acordo com o relatório, houve solicitação específica para a produção de um “relatório robusto”. Apesar das tentativas, a operação falhou em encontrar qualquer elemento comprometedor.
A ação é apontada pelos investigadores como parte de uma série de abusos cometidos por uma organização criminosa que instrumentalizou a Abin para fins políticos, especialmente para perseguir adversários do governo Bolsonaro. A espionagem contra Omar Aziz ocorreu no contexto da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia, presidida pelo senador, que atingiu diretamente o governo federal e provocou desgaste político para o então presidente.
A PF destacou que essas ações representaram um desvio completo das atribuições legais da Abin. O caso agora está sob análise do Supremo Tribunal Federal (STF), que pode responsabilizar criminalmente os envolvidos na estrutura paralela de inteligência montada no coração do governo Bolsonaro.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, suspendeu o sigilo do inquérito relacionado à chamada “Abin Paralela”, que investigou uma suposta organização criminosa dentro da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) para monitorar adversários políticos e autoridades da República, além de atuar para proteger aliados e parentes do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Segundo o documento encaminhado ao STF, a organização criminosa instaurada na Abin desviou recursos humanos, tecnológicos e financeiros para fins ilegais entre 2018 e 2021 para favorecer os interesses pessoais da família Bolsonaro.