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Mais de 11 mil pessoas foram mortas ou feridos em 65 dias de agressões de Israel no Líbano, média de quase 170 baixas diárias do lado libanês. As informações foram divulgadas, nesta terça-feira (05/05), pelo Centro de Operações de Emergência do Ministério da Saúde Pública, com base em dados coletados entre os dias 2 de março e 5 de maio de 2026.
Neste período, conforme o balanço do acumulado atualizado pelo governo libanês, as agressões israelenses já resultaram em 2.702 mártires e em 8.311 feridos no Líbano.
Desse total, 241 baixas são de profissionais de saúde que foram atacados deliberadamente por Israel, sendo 103 mártires e 238 feridos entre médicos, paramédicos, socorristas e enfermeiros. As agressões israelenses resultaram ainda na destruição de 119 ambulâncias.
Apesar do cessar-fogo que entrou em vigor em 17 de abril deste ano, os ataques israelenses continuaram, de acordo com as autoridades libanesas e organizações internacionais.
De acordo com informações do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur), do total de mortos no Líbano, pelo menos 380 libaneses foram assassinados por Israel após o início da trégua. “Os números atualizados refletem meses de ataques israelenses contínuos em todo o Líbano, particularmente nas regiões do sul do país”, disse a agência da ONU.
Ainda segundo os dados do ACNUR, os ataques israelenses destruíram 428 unidades residenciais no sul do Líbano apenas nos três primeiros dias após a entrada em vigor do cessar-fogo. “A destruição provocou mais deslocamentos em áreas já bastante afetadas e agravou os desafios humanitários enfrentados pelos moradores que tentam retornar para casa, disse a agência da ONU.

Karolina Lindholm Billing, representante do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados no Líbano, afirmou que as forças israelenses continuam impedindo que muitos libaneses deslocados retornem às áreas sob controle israelense no sul do país. “Todas as pessoas deslocadas com quem conversei anseiam por voltar para casa”, disse ela.
Billing observou que milhares de famílias tentaram retornar após o anúncio do cessar-fogo, mas muitas encontraram suas casas destruídas, bairros inseguros e serviços básicos indisponíveis. Ela também alertou sobre o perigo contínuo representado por munições não detonadas espalhadas pelas áreas afetadas.