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Ao invés de fiscalizar os atos inerentes ao mandato para o qual foi eleito, o vereador da Câmara Municipal de Manaus (CMM), Coronel Rosses (PL) resolveu “inovar” e foi causar tumulto, nesta terça-feira (05/05), numa instituição federal de ensino superior. Na ocasião, o parlamentar bolsonarista de extrema-direita bateu boca com professores e alunos da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e acabou sendo chamado de “canalha”.
Em sua rede social, Rosses afirmou que foi à Ufam para verificar “denúncias de perseguição contra cidadãos”, sem especificar que “cidadãos” são esses, mas que acabou sendo recebido “com ódio, cerco e cartazes de ‘morte’”. “Eles me chamaram de canalha e tentaram me expulsar, mas esqueceram que a universidade é mantida pelo imposto de todos, não de um grupo ideológico. Não me intimido com gritos. Onde houver um amazonense sendo silenciado, eu estarei lá. A liberdade de expressão ainda vive!”, postou o parlamentar.
Ao chegar na Ufam, o vereador bolsonarista foi confrontado por professores e alunos que o questionaram se ele iria destruir os cartazes que estavam expostos no local. O clima então ficou tenso e houve bate-boca e trocas de ofensas de ambas as partes que se acusavam de “canalhas”. “Recua! recua”, gritaram os alunos para o vereador bolsonarista e seus assessores.
O episódio se espalhou rapidamente para as redes sociais. O internauta Gabriel Reis postou: “Tô começando a concordar com o @eusouamom, que vereador realmente não serve pra nada aqui em Manaus”, disse em referência ao deputado federal Amom Mandel (Republicanos), que recentemente declarou que “vereador e merda são a mesma coisa”.
“Vereador vagabundo! É muita falta do que fazer. Vai fiscalizar o prefeito”, escreveu o internauta João Lúcio Oliveira. “Ele conseguiu entrar numa universidade federal”, ironizou, por sua vez, o internauta Luiz Carlos Marques. Coronel Rosses também recebeu apoio de simpatizantes: “É disso que precisamos. Pessoas com VC” disse o internauta Márcio Calandrini.
Na semana passada, a Ufam foi alvo de vandalismo praticado por movimentos fascistas da extrema-direita que alegam que a universidade federal tem sido palco para a propagação de “ideologias de esquerda”.
Na ocasião, em um ato de intolerância e violência contra a liberdade de expressão, os extremistas fascistas bolsonaristas rasgaram cartazes elaborados pelos alunos da instituição de ensino superior, gerando revolta entre os universitários e repudio da comunidade acadêmica. A Ufam investiga o caso.