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O CEO do Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ), Jodie Ginsberg, afirmou que o ataque de drone israelense que matou Mohammed Wishah, da Al-Jazeera, nesta quarta-feira (08/04), “sugere, infelizmente, mais um assassinato direcionado de um jornalista por Israel”.
“Esse é um padrão que temos observado consistentemente desde 7 de outubro”, disse Ginsberg, observando que mais de 260 jornalistas e profissionais da mídia foram mortos em Gaza desde o início da guerra.
“Isso faz de Israel o maior assassino de jornalistas desde que o CPJ começou a documentar essas mortes em 1992. O país matou mais jornalistas do que qualquer outro governo ou força militar no mundo”, disse ela em entrevista à Al Jazeera.
Ginsberg enfatizou que jornalistas serem alvejados deliberadamente constitui um crime de guerra. “Jornalistas são civis e nunca deveriam ser alvos em uma guerra”, afirmou. Ela acrescentou que os assassinatos “fazem parte de um padrão no qual Israel busca controlar as informações que nós, fora de Gaza, recebemos sobre o que está acontecendo lá”.

Nesta quarta-feira (08/04), Israel assassinou duas jornalistas no Líbano: Suzanne Khalil, da emissora de TV Al-Manar, e a apresentadora da rádio Sawt Al-Farah, Ghada Dayekh.
Com o assassinato delas, subiu para sete o número de profissionais da imprensa mortos por Israel no Líbano na atual guerra desencadeada desde o último dia 2 de março. Desde outubro de 2023, Israel matou pelo menos 12 profissionais de imprensa no Líbano. Os outros cincos mortos anteriormente são:
Com os jornalistas mortos na atual guerra, o regime genocida de Israel repete no Líbano sua política criminosa aplicada na Faixa de Gaza para calar os profissionais de imprensa que cobrem o conflito no território libanês.