Israel já matou 280 funcionários da ONU na Faixa de Gaza, cinco deles nos últimos dias

Funcionários da ONU tem sido alvo do terrorismo de Israel (Foto: Divulgação/UN)

Pelo menos cinco funcionários da Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados Palestinos (UNRWA) foram mortos por Israel nos últimos dias na Faixa de Gaza, conforme comunicado divulgado, na quinta-feira (20/03), pelo comissário-geral da entidade, Philippe Lazzarini. Com as novas vítimas, já chega a 280 o número de trabalhadores humanitários da ONU assassinados pelos terroristas israelenses desde outubro de 2023, quando o regime sionista deu início ao genocídio no território palestino.

Por conta dessas mortes, Lazzarini expressou preocupação com a escalada da violência, afirmando que os funcionários mortos eram “professores, médicos e enfermeiros servindo aos mais vulneráveis”. Na última quarta-feira (19/03), o próprio secretário-geral da ONU, António Guterres, condenou os ataques ao pessoal da organização, após a morte de um funcionário do Escritório das Nações Unidas para Serviços de Projetos (UNOPS) em um ataque israelenses a alojamentos em Deir al Balah, na Faixa de Gaza.

Por sua vez, o diretor executivo do UNOPS, Jorge Moreira da Silva, disse durante coletiva de imprensa em Bruxelas, que as instalações atacadas por Israel “eram bem conhecidas” pelos militares israelenses. “Esse ataque significa que todos sabiam quem estava trabalhando dentro das instalações. Era pessoal da ONU, UNOPS. Quero enfatizar que o local era em uma área isolada. Não havia outros edifícios por perto. Era uma instalação muito conhecida”, “, disse da Silva.

Retomada do genocídio

Na madrugada da última terça-feira (18/03), Israel retomou o genocídio na Faixa de Gaza e matou num espaço de cinco horas quase 600 pessoas – a maioria mulheres, crianças e idosos –, enquanto elas dormiam, após realizar intensos bombardeios aéreos contra a população civil em áreas residenciais do território palestino. De acordo com as autoridades palestinas de Saúde, as agressões israelenses deixaram mais de 1 mil feridos.

Com informações da ONU

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