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Israel retomou o genocídio na Faixa de Gaza, na madrugada desta terça-feira (18/03), e matou num espaço de cinco horas mais de 400 pessoas – a maioria mulheres, crianças e idosos – enquanto elas dormiam, após realizar intensos bombardeios aéreos contra a população civil em áreas residenciais do território palestino. De acordo com as autoridades palestinas de Saúde, as agressões israelenses deixaram mais de 560 feridos.
O número de mortos e feridos deve aumentar, pois ainda há várias pessoas debaixo dos escombros. Os principais ataques ocorreram em Khan Younis e Rafah, no sul de Gaza, e na Cidade de Gaza, no norte, e em áreas centrais como Deir El-Balah.
Segundo as autoridades palestinas, “um grande número de mártires não conseguiu chegar aos hospitais devido à difícil situação humanitária no local e à paralisação do setor de transportes, causada pela falta de combustível em todas as províncias da Faixa de Gaza”.
As novas agressões israelenses violam o acordo de cessar-fogo que está em vigor desde janeiro deste ano e ocorrem em meio ao impasse para libertar os prisioneiros de ambos os lados.
As autoridades governamentais na Faixa de Gaza, acusaram Israel de continuar “seu genocídio contra civis, em flagrante violação de todas as convenções internacionais e humanitárias”.
“Esses massacres brutais que o ‘exército’ de ocupação israelense continua a cometer reafirmam mais uma vez que ele conhece apenas a linguagem do assassinato, da destruição e do genocídio e revelam suas verdadeiras intenções de derramar o sangue de inocentes sem o menor escrúpulo moral ou legal, e que tem a intenção premeditada de continuar cometendo genocídio contra crianças e mulheres, como está acontecendo no terreno, e confirma que é uma ocupação sanguinária”, disse o comunicado palestino.
Sinal verde de Trump
Os massacres contra os palestinos foram cometidos após Israel receber sinal verde dos Estados Unidos. As agressões foram coordenadas com o governo de Donald Trump.
“O governo Trump e a Casa Branca foram consultados pelos israelenses sobre seus ataques em Gaza esta noite – e como o presidente Trump deixou claro, o Hamas, os Houthis, todos aqueles que buscam aterrorizar não apenas Israel, mas também os Estados Unidos da América, verão um preço a pagar. Um inferno vai desabar”, disse a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, à Fox News.
Bloqueio e crise humanitária
Os massacres brutais cometidos por Israel acontecem em um momento em que a Faixa de Gaza está sujeita a um bloqueio catastrófico, sufocante e a um fechamento completo de travessias, o que levou a uma deterioração sem precedentes na situação humanitária. Mais de 2,4 milhões de palestinos na Faixa de Gaza foram privados das necessidades mais básicas da vida, incluindo comida, remédios, água, fórmula para bebês e suprimentos essenciais.
As agressões também acontecem em meio ao colapso do sistema de saúde na Faixa de Gaza, como resultado do bloqueio contínuo de suprimentos médicos e ajuda humanitária.
Retomada do genocídio

Por sua vez, Israel afirmou, por meio do porta-voz do exército de ocupação, em uma declaração conjunta com o porta-voz do Shin Bet, que o regime sionista iniciou um “ataque em larga escala contra alvos na Faixa de Gaza”. Já o ministro da Defesa israelense, Yisrael Katz, declarou: “Esta noite, retornamos aos combates em Gaza e não pararemos até que os prisioneiros sejam devolvidos e os objetivos da guerra sejam alcançados”.
Na segunda-feira (17/03), além da Faixa de Gaza, o regime terrorista de Israel lançou ataques contra o sul do Líbano e o sul da Síria, matando pelo menos dez pessoas, de acordo com as autoridades locais.
Com informações das agências internacionais de notícias