Para contato geral e envio de pautas:
redacao@panoramareal.com.br
Para contato geral e envio de pautas:
redacao@panoramareal.com.br
Até o momento, foram registradas quase 20 agressões contra o território sírio.

Israel lançou os mais violentos ataques da história contra a Síria, na noite de sexta-feira (02/05) e na manhã de sábado (no horário local), quando aviões de guerra israelenses realizaram uma série de bombardeios aéreos que atingiram alvos militares em diversas áreas do país, incluindo Damasco e sua periferia, além das províncias de Hama, Idlib, Latakia e Daraa. Até o momento, foram registradas quase 20 agressões contra o território sírio.
Na capital síria, os ataques tiveram como alvo a sede do Batalhão de Sinalização e os arredores do antigo Hospital Militar Tishreen, ao norte de Damasco, segundo relatos de testemunhas citadas pela mídia local. Os bombardeios atingiram, também, acampamentos militares e armazéns na cordilheira ao redor das áreas de Harasta, Barzeh e al-Tall, resultando na morte de um civil e em vários feridos.
Já na província de Hama, ataques aéreos tiveram como alvo um depósito de defesa aérea dentro de um antigo acampamento do exército sírio perto da cidade de Shatha, ferindo quatro pessoas, de acordo com a Agência de Notícias Árabe Síria (SANA). Aviões israelenses, também, realizaram ataques na província de Idlib, no noroeste da Síria, visando a área de Sha’ara, na zona rural de Latakia, ferindo duas pessoas, de acordo com a mídia síria.
No sul da Síria, aeronaves israelenses atacaram os arredores da cidade de Muthabin, na zona rural do norte de Daraa, e também atacaram os acampamentos do antigo 175º Regimento do Exército Sírio na cidade de Izraa. “A Síria está vivenciando a onda mais violenta de ataques aéreos e bombardeios desde o começo do ano”, afirmou o Observatório Sírio para os Direitos Humanos (OSDH).
Na manhã desta sexta-feira (02/05), Israel anunciou que aviões israelenses atacaram uma área perto do palácio presidencial em Damasco, onde reside o chefe da fase de transição da Síria, Ahmed Al-Sharaa, conhecido como Al-Joulani.
“Esta é uma mensagem clara ao regime sírio. Não permitiremos que as forças sírias se posicionem ao sul de Damasco ou ameacem a comunidade drusa de qualquer forma”, disse o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu em uma declaração conjunta com o ministro da Defesa, Yisrael Katz.
Alguns relatos chegaram a afirmar que Joulani teria fugido, juntos com assessores mais próximos, para a Turquia com o intuito de se proteger dos ataques de Israel, porém, eles não foram confirmados.
Os ataques de Israel ocorrem em um momento que aumentam os conflitos sectários dentro da Síria, desta vez, envolvendo grupos armados extremistas sunitas ligados ao governo de Al-Joulani e os drusos. Os confrontos resultaram em dezenas de mortes e feridos de ambos os lados, reacendendo tensões e aumentaram os temores de uma escalada de violência sectária, especialmente contra as minorias drusas.
Desde que assumiu o poder na Síria, em dezembro de 2024, o atual governo sírio, com o apoio da Turquia e de outros terroristas estrangeiros, têm promovido um verdadeiro banho de sangue sectário, principalmente contra muçulmanos xiitas, alauítas e cristãos.
A matança, geralmente, vem acompanhada de um silêncio criminoso por parte dos Estados Unidos e de países europeus, que posam de defensores dos direitos humanos, mas que, até o momento, foram incapazes de condenar a barbárie cometido pelos atuais governantes sírios que o mundo ocidental ajudou a colocar no poder na Síria.
A bola da vez agora são os drusos, comunidade religiosa que tem sido usada pelo regime genocida de Israel para concretizar seu plano de destruição da Síria e transformar o país em um Estado fraco e pária.