Maquiadora de Didja Cardoso sai da prisão nesta quinta-feira (06/06)

A decisão da justiça se baseou no fato da maquiadora ter um bebê pequeno para amamentar
A maquiadora é suspeita de atrair pessoas para a seita criada pela família da ex-sinhazinha (Foto: Reprodução)

A Justiça do Amazonas concedeu prisão domiciliar para a maquiadora Claudiele Santos da Silva, presa no caso envolvendo a morte da ex-sinhazinha do Boi Garantido, Didja Cardoso. A decisão foi proferida pela Vara de Garantias Penais e Inquéritos Policiais nesta quarta-feira (05/06), pelo fato da presa ser mãe de uma criança em fase de amamentação. Ela deixará a unidade prisional na tarde desta quinta-feira (06/06).

De acordo com a Polícia Civil, Claudiele, que trabalhava no salão de beleza do qual a vítima era sócia, é suspeita de persuadir funcionários e pessoas próximas à família a se associarem à seita, onde as drogas de uso veterinário eram utilizadas.

A seita religiosa era chamada “Pai, Mãe, Vida”. Segundo as investigações, a organização prometia aos seguidores a transcendência para outra dimensão e a salvação em um plano superior.

Na decisão, o juiz Rivaldo Matos Norões Filho determinou que Claudiele seja monitorada com tornozeleira eletrônica. Ela fica proibida de manter qualquer tipo de contato, incluindo por meios eletrônicos, com vítimas e testemunhas do caso.

Entenda o caso

Dilemar Cardoso Carlos da Silva, Djidja, como era conhecida, morreu aos 32 anos na casa em que vivia, no bairro Cidade Nova, em Manaus. Ela era uma das principais personagens, a Sinhazinha, do Boi Bumbá Garantido na festa de Parintins.

Outros familiares da ex-sinhazinha acusam as pessoas mais próximas a ela de praticar crimes na casa da vítima, inclusive que faziam ‘rituais’ com substâncias ilícitas. Cleomar Cardoso, tia de Djidja, acusou os indiciados de negar socorro à vítima e incentivar seu vício em drogas.

A mãe e o irmão da vítima foram presos na quinta-feira (30). A ex-sinhazinha do Boi Garantido pode ter falecido por conta de um edema cerebral, que teria causado uma parada cardiorrespiratória na empresária. É o que aponta o documento de entrada de Djidja no Instituto Médico

O laudo completo do IML deve ficar pronto em 30 dias. Nele, haverá o esclarecimento se o edema foi causado por overdose na utilização de medicamentos veterinários.