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Entre os presos está o influenciador digital William Barão, que chegou a fazer uma live no Instagram no exato momento em que a polícia entra na casa para prendê-lo
A Polícia Civil do Amazonas deflagrou, nesta quinta-feira (01/02), a “Operação Vorax” contra suspeitos de envolvimento em roubo de veículos, comércio clandestino de peças e de comandar “rolezinhos” em Manaus. Entre os presos está o influenciador digital William Barão, que chegou a fazer uma live no Instagram no exato momento em que a polícia entra na casa para prendê-lo.
“Rapaziada, grava a tela. Caso algo aconteça comigo, foi a polícia!”, disse Barão durante a transmissão. Ainda durante a live, ele foi flagrado tentando esconder seu celular, possivelmente na tentativa de ocultar evidências relacionadas à operação.
VEJA O VÍDEO:
De acordo com a polícia, o “rolézinho” é feito por jovens que saem em grupos, ostentam motos de luxos e carros de alto padrão em meio a consumo de bebidas e drogas, segundo as investigações. Na noite de quarta-feira (31), a equipe policial conseguiu impedir que um desses encontros acontecesse.
A polícia identificou que parte das motos usadas pelos suspeitos são roubadas. Depois, são desmanchadas em oficinas especializadas e remontadas para não despertar suspeitas.
Nessa segunda fase da operação, 13 pessoas foram presas, de 17 alvos que a polícia tinha, além de mais de 20 veículos apreendidos, 40 redes sociais bloqueadas ou suspensas, além de duas pessoas flagranteadas por tráfico e receptação.
Outro influenciador amazonense que acabou preso por envolvimento em práticas criminososas foi o Lucas Picolé. Ele é acusado de promover rifas ilegais nas redes sociais e não entregar os prêmios aos ganhadores. Ele ainda permanece preso no Centro de Detenção Provisória Masculino (CDPMI), desde o dia 23 de janeiro, quando foi preso pela equipe de policiais civis e levado ao 1° Distrito Integrado de Polícia (DIP).
Na quarta-feira (31/01), o advogado de defesa dele, Vilson Benayon, deu entrada no pedido de revogação da prisão preventiva com o objetivo de restabelecer a liberdade de “Picolé”.
Vilson Benayon afirma que desde o dia da prisão, Lucas estava impedido de saber e ter acesso ao pedido que fundamentou o decreto prisional.
“Somente agora protocolamos o pedido da revogação da prisão preventiva com o objetivo de restabelecer a liberdade de Lucas, por reconhecermos que foi uma prisão extremamente desnecessária que contraria o artigo 282 paragrafo 4º do CPP. Do que a prisão do réu é mais gravosa do que a própria pena em abstrato da contravenção penal que é o crime de rifa”, explicou Benayon.
A decisão da juíza Aline Kelly Ribeiro Marcovicz Lins, da 4ª Vara Criminal de Manaus, de negar o bloqueio de redes sociais de ‘Lucas Picolé’ foi proferida no dia 26 de janeiro, porém somente nessa terça-feira (30/01), o advogado de defesa tomou conhecimento.
O pedido de bloqueio e a proibição das redes sociais de Picolé, a quebra de sigilo telemático, busca e apreensão havia sido feito pela Polícia Civil, após o influencer descumprir medidas cautelares. A audiência de Lucas Picolé está marcada para o dia 1º de março.