Petrobras pode recomprar refinaria do Grupo Atem em Manaus

Além da recompra da Refinaria de Manaus, Magda terá a missão de criar um polo de gás-químico
A refinaria em Manaus está passa por momentos de mudanças o que impacta os preços dos combustíveis (Foto: Divulgação)

Após um ano e meio de ter vendido a então Refinaria Isaac Sabbá (Reman), agora Refinaria da Amazônia (Ream), por US$ 257,2 milhões (cerca de R$ 1,3 bilhão), a Petrobras avalia recomprar o local do Grupo Atem. A executiva Magda Chambriard, que deve ser confirmada no comando da estatal na próxima sexta-feira (24/05), tem entre as missões, a recompra de refinarias que foram vendidas pelo governo Bolsonaro.

Magda foi indicada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para substituir Jean Paul Prates, demitido na terça-feira (14/05). Além da recompra da Refinaria de Manaus, ela terá a missão de criar um polo de gás-químico em Uberada, Minas Gerais.

A venda da única refinaria da região Norte foi parte do plano, parcialmente executado, de vender metade do parque de refino da estatal para a iniciativa privada, dentro do acordo feito com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) a fim de “descentralizar” o mercado de combustíveis. A venda foi criticada pelos petroleiros.

Representantes do Sindicato dos Petroleiros do Amazonas (Sindipetro-AM) têm manifestado preocupação com o futuro da Ream. A reportagem do Panorama Real mostrou que, além de praticar o preço mais caro dos combustíveis no Brasil, o grupo Atem tem planos para a interrupção permanente das operações de refino, transformando-o em apenas um terminal de apoio logístico, segundo os trabalhadores.

“No momento em que a refinaria deixou de ser Petrobras e passou ser Grupo Atem, o que ele aunciou para a sociedade amazonense? Olha o preço da Petrobras é isso, mas nós aqui vamos seguir o PPI. Nós vamos seguir o preço de paridade de importação. Hoje ela tem essa dinâmica de não acompanhar a Petrobras, já que agora a refinaria pertence a um grupo privado”, disse o presidente do Sindipetro no Amazonas, Marcus Ribeiro.

Conforme o dirigente sindical, o grupo está parando as unidades de processamento para transformar a refinaria em um terminal de apoio logístico.